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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!


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Ora viva!

 

Apanhei de tal modo o gosto a essa coisa de escrever out of the house que a crónica de hoje saiu limpinha da lavandaria. Não é dos sítios mais inspiradores, é certo, mas com a chuva a cair mansinha lá fora, o barulho das máquinas de lavar e secar, o wi-fi gratuito e pouco mais a fazer para ocupar o tempo, a vontade de escrever flui que é uma maravilha.

 

Nesta novela da vida real, o papel de antagonista é irmamente repartido entre o tablet, que decididamente não foi pensado para quem gosta de parir conteúdos com mais de 100 caracteres, e a versão android do sapo blog, uma granda m* que, ao invés de facilitar, só complica.

 

Dado que de nada adianta teimar com a tecnologia, já que ela quase sempre leva a melhor, só me resta fazer uma apropriação lícita de alguns excertos de um artigo publicado este sábado no Expresso, que fala justamente sobre como a tecnologia matou o amor. Penso que vais gostar do que aí vem.

 

"Muito por culpa das redes sociais, nunca tivemos tantas oportunidades para sermos felizes: aquela mulher que sempre admirámos está à distância de uma mensagem no Facebook, o amor pode nascer de um 'match' no Tinder, o engate invadiu até o Linkedin, uma rede de contactos profissionais... As possibilidades multiplicaram-se como nunca e, contudo, basta falar com pessoas solteiras para perceber que não ficou mais fácil encontrar quem se procura.

 

Perante tanta abundância de escolhas, bloqueamos. Tornámo-nos mais exigentes, mais indecisos, mais frustrados, sempre à procura de algo melhor. E também mais impacientes: despachamos alguém mal surge o primeiro grão na engrenagem, com a mesma facilidade com que fechamos uma janela no Facebook e abrimos outra. “Olá, o que fazes esta noite?” Alguns, mais audazes, talvez vistam a pele do Henry Chinaski das 'Mulheres' de Bukowski: "Bora foder?"

 

O psicólogo Barry Schwartz chamou-lhe "o paradoxo da eleição": essa liberdade de escolha não nos faz mais livres ou mais felizes, antes aumenta a nossa insatisfação. Sempre ávidos de encontrar algo melhor, tornamo-nos peritos na incapacidade de assumir as nossas decisões. De dar passos em frente. De arriscar. Quase precisamos de uma folha Excel para nos lembrarmos dos dados de todas as pessoas que conhecemos no Tinder ou no Facebook, mas raras vezes procuramos conhecer verdadeiramente alguém.

 

Este paradoxo não é apenas no amor. Como explicar que, numa era em que o sexo é tão acessível como um hambúrguer do McDonald's, os jovens adultos o pratiquem menos do que as gerações que os antecederam, como apontam vários estudos? Andamos tão entretidos a acumular 'matches' no Tinder, ou a saltar de janela em janela no Facebook, ou a trocar fotos e vídeos com bolinha vermelha no WhatsApp, que nos esquecemos que há um mundo lá fora. Temos tantas oportunidades para sermos felizes, por uma noite ou por uma vida, e boicotamo-nos."

 

Este artigo espelha ipsis verbis a vida amorosa da esmagadora maioria dos desemparelhados com os quais convivo ou tenho contacto, incluindo a minha pessoa. É mesmo triste que, perante tantas ofertas, tantas facilidades, tantas opções, continuemos a deambular pelas estradas da solteirice, abarrotados de predicados, mas de coração esvaziado.

 

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Ora viva!

 

Nesta última segunda-feira do primeiro mês do novo ano, escrevo-te de um dos sítios mais improváveis e desinspiradores que imaginar possas: o centro de (des)emprego. Enquanto aguardo a minha vez, tal e qual a ovelha à espera de entrar para a sala do abate, vou alinhavando as ideias para a crónica do dia. Mas isto de escrever no tablet não é nada prático, pelo contrário.

 

Depois da gazeta de sexta, esta semana começa com novidades, prometedoras e dolorosas q.b.. A primeira acabei de contar. Manhã de segunda-feira à porta do IEFP é a treva. Como se não bastasse o tempo que se perde entre chegar lá, esperar a vez, ser atendida e voltar para casa, cada vez que lá ponho os pés é como se de um lembrete da minha precariedade laboral e financeira se tratasse. Podiam poupar-me dessa, mas como precisava mesmo da declaração para entregar no SEF, de pouco adianta estar a inflamar.

 

Na semana passada predispus-me a dois blind dates e em ambos acabei a ver navios. O primeiro, três dias depois, veio com a justificação de que tinha perdido o telemóvel, logo não tinha como avisar-me que ia ficar pendurada. Nesse dia, até tinha posto make up, vê lá tu a minha pouca sorte. O segundo, três horas antes, informa-me que apanhou um resfriado, pelo que haveríamos de marcar para outro dia. Moral da estória: depois de dois "bolos", num espaço de três dias, estão suspensas (por tempo indeterminado) qualquer tipo de contacto com o sexo oposto. Está mais do que claro de que isso só me vai custar expectativas goradas e desperdício de tempo e produção feminina.

 

Sendo assim, há que apontar a artilharia para outros campos. O ginásio, por exemplo. Quatro meses depois (o primeiro marcado pela preguicite aguda, o segundo por aquele trabalho noturno, o terceiro pelo desvio na cervical e o quarto pela falta de verba), volto hoje ao ativo. Para além das dores com que vou ficar nos próximos dias (por mais que me custe admitir, este corpinho que é meu e do qual muito me orgulho já não reage com a desenvoltura de antes), quero só ver como vão reagir a coluna e o coração. A primeira é fácil de gerir, agora a segunda... tem que se lhe diga, pois vou voltar a privar com o rapaz lá do ginásio, que não vejo desde o verão. Ai esse meu pobre músculo turbinado a O+, é muita emoção para uma solteira só.

 

Bem, finalmente, chegou a minha vez de ser atendida. Deixo-te com aquele abraço amigo e a promessa de que voltarei amanhã, fresca, fofa e dorida. Como se diz na língua de Shakespeare: No pain, no gain!

 

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Ora viva!

 

Sem tempo nem ideia para criar algo à altura deste espaço, hoje trago-te um texto da minha guru do bem sobre a abundância, tema da meditação de ontem, porque mais abundância é necessária. Abundância de bons sentimentos, abundância de solidariedade, abundância de positividade, abundância de verdade, abundância de fé na humanidade, abundância de amor, dinheiro, saúde, alegria, gratidão, ou seja, abundância em todas as esferas da nossa vida.

 

"De onde vem a abundância? Como tantos vivem na miséria e outros tantos vivem na abundância plena? Estas perguntas e muitas mais vêm atormentando várias pessoas ao longo dos tempos. Mas o mais importante a reter é que a abundância está e estará sempre disponível a qualquer um de nós. Basta acreditarmos e mudarmos a nossa atitude e a nossa mente em relação a isso.

 

A maioria das pessoas vive com a mentalidade da escassez: "Não vou fazer isto porque não tenho dinheiro", "não posso fazer aquele curso que tanto quero porque tenho outras contas mais importantes para pagar", "não vou oferecer a mim mesma um presente porque tenho outras prioridades", etc... Enquanto passarem a vida a arranjar outras prioridades, mais difícil vai ser chegarem a um estado pleno de abundância.

 

A abundância acontece quando não nos martirizamos, quando vivemos em paz com tudo o que nos rodeia, quando conseguimos sonhar e por os nossos sonhos em prática.

 

Se querem abundância na vossa vida comecem hoje mesmo a praticar a gratidão. Mas atenção, uma gratidão genuína, vinda do fundo do vosso coração, vinda da vossa alma. Uma gratidão por tudo o que têm na vossa vida e por tudo aquilo que ainda irão ter. Agradeçam hoje mesmo tudo aquilo que desejam e ainda não obtiveram. Quanto mais praticarem a gratidão, mais bênçãos irão receber."

 

Que 2017 nos traga muita abundância!

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Ora viva!

 

Com menos de meia hora para dar-te atenção (o dia hoje tá que tá), opto por recorrer a publicações alheias, desta vez um texto de Karen Curi, publicado a semana passada na Revista Bula. Por favor, peço-te que não torças o nariz ao brasileirismo, que foi o que se pode arranjar.

 

"Por que as pessoas têm a mania de achar que felicidade só pode existir numa vida atrelada a outro coração? Ora, nascemos sós. Nada mais natural que vivamos e sejamos felizes em nossa própria companhia, que a alegria dependa exclusivamente de nós. Delegar essa função e responsabilidade é de uma crueldade absurda, é se eximir das consequências de todas as escolhas feitas, alugar a própria vida a um inquilino — e torcer para que ele cuide bem dela.

 

Tem gente que só consegue ser feliz em dupla, visionando a completude junto de outro corpo, lhe conferindo o valor de uma loteria acumulada. Calma lá. Isso é covardia existencial. É assumir um papel pequeno e secundário diante da grandeza de ser, perante a vastidão de caminhos a seguir. Eu acredito na felicidade conjugada tanto no singular quanto no plural. Podemos ser felizes connosco, com os outros, do jeito que for, cada um à sua maneira, mas sem depender de alguém para realizar as próprias alegrias, sem esperar para sorrir somente quando uma sombra se juntar oficialmente à nossa sombra. Quem disse que compromisso traz felicidade?

 

Su a favor do amor-próprio em primeiro lugar, acredito que só conseguimos amar alguém quando nos amamos, que só é possível respeitar o outro quando nos respeitamos.

 

Bagunça, só da porta para fora. Aqui dentro permanece aquele que somar a paz e multiplicar o riso. Não vale mascarar defeitos para simular um contentamento modesto e perecível. Quem disfarça os incómodos pela comodidade da companhia é o primeiro a sair aniquilado na batalha dos relacionamentos. Pior que enganar os outros é mentir para si mesmo; fingir uma cumplicidade de conveniência, uma paixão morna, um amor compartido, uma admiração falsa. Sentimentos minguados têm data certa para expirar. Aliás, nesse quesito só temos duas opções: ou a gente sente ou não sente. Respeitamos ou não. Amamos ou não. Não existe maneira de amar um pouco hoje, amanhã menos, outro dia mais.

 

É preciso entender que estar solteira não é sinónimo de abandono, mas, sim de escolha. É eleger-se primeiro, optar por ser feliz. Viver o agora com satisfação e sem a expectativa a dois. A falta de alguém para chamar de nosso não deve ser motivo de frustração, mas de proveito próprio. Companhias são muito bem-vindas, novos amigos, outros lugares…

 

Então, que seja o percurso natural da vida e o desejo honesto de compartilhar momentos junto de quem faça os olhos cintilar. Não por necessidade, mas por afinidade, vontade e, principalmente, sinceridade. Quando o coração galopar no peito e o pensamento não conseguir se soltar daquele sorriso, é bem provável que seja a hora de abrir as portas da casa e deixar o amor entrar, transformando as alegrias solteiras em felicidade a dois."

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Ora viva!

 

Na senda de uma fantástica ideia do seguidor Fiquemos pelo anonimato, que me fez arrebitar logo pela manhã, a semana arranca com um artigo especialmente dedicado aos barricados do outro lado da solteirice.

 

Ao contrário do que sempre se pensou, parece que o tamanho do pénis não é o que mais atormenta o sexo oposto. Algum palpite aí sobre que coisa é essa? Não? Está bem, eu conto!

 

Segundo um estudo divulgado pelo Daily Star, os homens – pasmemo-nos! – gastam 35 minutos por dia a pensar na sua aparência, estando o excesso de peso, seguido da queda de cabelo e do formato do corpo, no topo da sua lista de dramas mentais.

 

O estudo garante ainda que metade não se sente confiante em relação ao seu aspeto físico, ao passo que mais de 80% assume estar satisfeito com o tamanho do seu órgão sexual.

 

Interessantes estes dados, sem dúvida. Não só confirma que, afinal, a preocupação deles com a "embalagem" é maior do que se imaginava, como mostra que a razão da sua satisfação já não é uma questão de centímetros mas sim de gostosura.

 

Ei tu aí, sim tu do sexo masculino que acabaste de ler isto, faça-nos o favor de te pronunciares sobre o assunto.

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Ora viva!

 

Com a inspiração a ir fim de semana mais cedo – disse-me que queria dar um saltinho até o Sabugal para brincar na neve (como poderia recusar-lhe um pedido destes?) – o artigo de hoje é assinado pela Margarida Vieitez, de quem já aqui tenho falado algumas vezes.

 

Publicado esta sexta-feira na Visão, sob o título Desesperadamente à procura de namorado, este texto espelha ipsis verbis a essência daquilo que venho apregoando e defendendo ao longo deste blog. Vale a e pena perderes alguns minutos do teu tempo.

 

"Não têm sessenta nem setenta anos. Têm trinta e cinco, quarenta anos… e não conseguem encontrar um namorado/a. Estudaram muito, têm um bom emprego, são médicos, advogados, juízes, professores, pilotos, engenheiros, apresentadores de televisão, trabalham muito mais do que era suposto, ganham mais ou menos bem, alguns acima da média, vivem com os pais, outros sozinhos, outros ainda vivem com os filhos porque se divorciaram.

 

Todos querem ter um namorado/a. Alguns dizem que não, que já estão "vacinados", mas a validade da "vacina" nem sempre é muito grande. São atraentes, cultos, inteligentes, interessantes, simpáticos, bons comunicadores, generosos, têm sentido de humor, são talentosos, alguns são figuras mediáticas do cinema, das telenovelas, da política, do mundo empresarial… tem tudo para ter não um, mas muitos "interessados". E têm, mas nenhum preenche os "requisitos" ao "lugar de namorado/a". Todos têm algo em comum: querem viver um grande amor e não o encontram.

 

Conforme os anos vão passando, maior a pressão. Elas porque o relógio biológico não pára de lhes gritar: "Despacha-te porque já não tens muito tempo". E quando não é o tal relógio, é a solidão que lhes sussura baixinho a cada instante: "Por este andar vais ficar sozinha!"

 

Eles, porque talvez já estejam saturados de "saltitar" de atração em atração ou cansados de sentir todas as noites o lado frio e vazio da cama, querem agora uma mulher em quem confiem, que os faça sentir "grandes", que valha a pena voltar para casa todos os dias.

 

Mais uma vez, em comum: a carência afectiva e a procura de se sentirem aceites, valorizados, desejados e amados. Querem o mesmo, mas não se encontram. Ou encontram e logo se desencontram. A lista dos requisitos nunca é preenchida e decidem "saltar fora". Fica a sensação de vazio e a dúvida se um dia acontecerá de novo. E enquanto não acontece, a tristeza, a angústia, a ansiedade, a frustração e o desespero vão se instalando, porque de uma forma ou de outra, podem sentir-se incapazes de o conseguir alcançar, mas especialmente porque os outros assim o fazem sentir.

 

Em pleno século XXI, vivemos numa sociedade e num mundo em que as pessoas sem namorado tem um qualquer problema ou "avaria", que todos tentam resolver e concertar. A pressão psicológica e emocional a que se auto-induzem, no sentido de encontrarem um namorado/a, e a pressão social e familiar pode ser tão intensa, a ponto de algumas pessoas fazerem uma série de disparates, como namorar com quem não gostam, nem delas gosta, ou mesmo casar, só para não ouvir os comentários dos pais e/ou dos amigos já casados e com filhos. Meses ou anos mais tarde divorciam-se.

 

São inúmeras as pessoas que me revelaram, ao longo do meu percurso profissional, terem casado sem querer casar, terem tido filhos sem quererem ser pais, terem "ficado" com pessoas que não amavam, apenas para fugir dos seus próprios medos e agradar a quem sentiam ter o dever de o fazer. Está admirado? A perguntar-se como é possível isto acontecer? Mas é esta a realidade.

 

Outra faceta desta realidade, é a procura de pessoas que não existem, a não ser na cabeça das pessoas que as procuram. Se as nossas avós queriam um homem que fosse um bom marido e um bom pai, e quando assim não acontecia, aguentavam para não ir viver para debaixo da ponte, hoje muitas mulheres procuram não homens, mas "super-homens", que sejam super-românticos, super-atenciosos, super-atentos, super-empáticos, super-conversadores, super-atraentes, super-sedutores, super na intimidade sexual, super-tolerantes e compreensivos, super-calmos, super bem-sucedidos, super-pais e de preferência super-ricos. E, quando uma destas "coisas" falha, colocam-lhes um ponto de interrogação vermelho na testa, mesmo quando o passado recente demonstra que eles têm muitas dessas qualidades.

 

A idealização pode ser a razão pela qual muitas mulheres fazem listas de requisitos essenciais, "descartam" ou não encontram um companheiro. Não estou a dizer que devem aceitar tudo para viver um amor, pois se o fizerem apenas viverão o "desamor", especialmente por si mesmas. Mas é preciso reduzir o uso da palavra "super", especialmente quando se trata de namorados. Talvez seja o caminho para encontrar e viver o amor que tanto quer. Amor e "super" não conjugam nenhum verbo e podem ser inconciliáveis.

 

E quanto aos homens? Será que eles sentem o mesmo? Será que também fazem listas de requisitos e andam a idealizar demasiado as mulheres? Será que querem "super-mulheres"? É curioso, porque a minha experiência com casais demonstrou-me que os homens não fazem listas de requisitos tão grandes e não idealizam tanto as mulheres, como elas os idealizam. Os homens não procuram tanto "super-mulheres". Aliás, isso do "super" assusta-os, pode fazê-los sentir inseguros, não estar "à altura" e levá-los a pensar "para que é que ela precisa de mim?".

 

Então, porque também não encontram as namoradas que querem? Parece-me que culturalmente os homens ainda não aprenderam a relacionar-se com estas "novas" e super-exigentes mulheres, especialmente os que têm mais de quarenta anos. As mães destes homens, muitas delas, educaram-nos para ter uma carreira de sucesso e não para os afectos ou para falar de amor ou de sentimentos. São "super-carreiristas" no trabalho, mas muitos deles estão ainda no "secundário", senão na "primária" no que toca à linguagem dos afectos, à empatia e ao descobrir das necessidades emocionais dessas mulheres e escondem as suas fragilidades e vulnerabilidades.

 

Os homens de vinte e de trinta anos já demonstram maior habilidade, mas ainda assim, quando chega o momento de falar sobre os problemas de uma relação e sobre afectos, tal como os primeiros, não percebem o que elas querem, e muito menos quando elas querem que eles sejam perfeitos e que lhes dêem um "tudo" que não existe.

 

Homens e mulheres, apesar de quererem ter uma relação, amar e sentir-se amados, parecem falarem línguas diferentes. Eles não têm paciência para conversas sobre problemas da relação, porque pensam que elas passam a vida a inventar problemas. Elas sentem total indiferença da parte deles quando eles se recusam a falar sobre o amor e se afastam. Ambos pensam que a relação vai acabar assim que discutem mais do que cinco minutos. Como querem ter namorados? Difícil, não lhe parece? Mesmo quando estão numa relação, é difícil encontrarem-se.

 

Outras razões por detrás deste desencontro, pode ser o facto de o desespero ser sentido por quem está potencialmente interessado, o colocar nas mãos de outra pessoa a responsabilidade pela sua felicidade, o acreditar numa relação perfeita, sempre cor-de-rosa e em que a paixão é uma constante, o focar-se nos aspectos negativos e nas experiências menos boas, esquecendo o "lado bom" e os momentos maravilhosos passados a dois.

 

Fundamental é perceber o que se passou nas suas relações passadas, porque acabaram e o que aprendeu com elas. Caso não o faça, existirá tendência a repetir os mesmos padrões e a procurar pessoas que alimentem esse mesmo "registo" de relação. A descartabilidade da sociedade em que vivemos pode levá-lo a "deitar relações para o lixo" só porque essa pessoa não é como queria que fosse, não pensa nem é como você.

 

Também pode estar a acontecer que estejam a projectar um no outro aspectos da sua própria personalidade com os quais lidam menos bem, ou a tentar resolver situações não resolvidas no passado com os progenitores.

 

Nos últimos anos, apercebi-me que muitos casais discutem e separam-se, porque projetam um no outro "dores" e sofrimento de um passado longínquo e de experiências mais ou menos marcantes.

 

Existe ainda uma mensagem que eu gostava de lhe deixar. O facto de ter um namorado/a não é garantia da sua felicidade. Não é o seu namorado/a que o vai fazer feliz. Ele/ela pode apenas fazer com que se sinta ainda mais feliz. Só vale a pena ter um namorado/a quando essa pessoa nos faz sentir ainda melhor connosco próprios, com os outros e com o Mundo.

 

Esqueça os "super-homens" e as "super-mulheres". Eles só existem nos filmes e na sua cabeça, são produto da sua imaginação. Conheça e perceba se consegue aceitar aquela pessoa com tudo de bom e menos bom que ela tem. Todos temos os dois lados e quanto mais depressa o aceitar, melhor para si.

 

O desespero para encontrar um amor, pode fazer com que ele fuja de si! Viva a sua vida o melhor que souber e puder. Seja Feliz consigo! Divirta-se, ria, brinque, sinta, viva… Quando se sentir muito bem consigo mesmo, esse amor vai aparecer. Nesse momento deve perguntar-se: Como me sinto melhor? Comigo, ou ao seu lado?

 

Se a resposta for a primeira, espere… Se for a segunda, conheça! E se continuar a sentir-se cada vez melhor, mais alegre e mais feliz… deixe-se de "supers" e ame!"

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Ora viva!

 

Hoje foi dia de meditação, pelo que só agora me é possível dar um saltinho até aqui para te dar aquele olá de alegria e deixar-te com um artigo novo, hoje dedicado à vida amorosa virtual dos portugueses.

 

Resultados de um estudo pioneiro sobre o romance online, baseado nos mais de 20.000 utilizadores portugueses registados no site Felizes.pt e nos 5 milhões de mensagens enviadas em 2016, revelam que, na esmagadora maioria das conversas (80%), é o homem quem toma a iniciativa de meter conversa. Esses mesmos dados atestam que se essa primeira mensagem for mais longa ou personalizada, o emissor vê as suas hipóteses de resposta aumentarem 22%, sendo as minas do norte as mais responsivas.

 

O facto de apenas 58% das mulheres associarem uma fotografia ao seu perfil, enquanto que 68% dos homens o fazem, é caso para dizer que elas ainda não se sentem muito à vontade para dar a cara, pelo menos num primeiro momento. Em contrapartida, capricham mais na descrição de perfil, bem mais completa que os deles.

 

Fazendo jus à classe que representam, os utilizadores do sexo masculino poucas informações partilham no perfil, compensando as pretendentes com fotos e mais fotos, que quase sempre metem ao barulho:
- cães e/ou gatos (um dia ainda hei de perceber o significado disso),
- motos ou carros (essa dispensa explicação),
- tronco nu (fico sempre na dúvida se a intenção é exibir os bíceps, tríceps e abdominais arduamente conquistados num ginásio perto do seu gueto ou exibir a depilação a laser feita pela Gracinda, que além de cabeleireira, manicura e pedicura, ainda se safa na depilação a laser díodo),
- paródia com amigos (recuso-me a compreender a leveza de espírito com que certas pessoas expõem terceiros, meros incautos que não devem fazer a mínima ideia que as suas carinhas larocas andam à mercê de quem queira prestar-lhes alguma atenção),
- destino de viagem (de preferência bem exótico, só para mostrar que é um aventureiro com posses e deixar o resto da malta roxa de inveja),
- prática de um desporto bem radical (só para sabermos que é um aventureiro, cheio de adrenalina para dar e f*****),
- clube de futebol do seu coração (assim mata logo dois coelhos de uma cajadada só: é membro do rebanho x, y ou z e nos dias em que joga a sua equipa, com ele não se deve contar),
- e faits-divers (filho/sobrinho, família, uma gaja qualquer pendurada pelo braço, piscina, ginásio, closet do carro, vista panorâmica emoldurada pela magia do ocaso…).

 

Dissecar o comportamento dos labregos virtuais é coisa para horas, senão dias, pelo que mais vale rematar o assunto dizendo que a média de idades dos romeus e julietas da rede é 37.5 anos e que os distritos com mais utilizadores por habitante são Lisboa, Setúbal e Porto, por esta ordem de importância. A pesquisa a que tive acesso esta manhã revela ainda uma ou outra informação digna de ser partilhada, mas sobre isso falarei noutra ocasião, que o texto já vai longo e a noite adiantada.

 

Doces sonhos, meu bem, e nada de ficar namorando até tarde na rede. Prometes?

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Ora viva!

 

Meu bem, qual o teu tipo sanguíneo? O meu é O+, estou quase certa disso. Digo quase certa porque perdi, há muitos anos, o meu BI hematológico (aquele cartãozinho que nos dão a primeira vez que fazemos uma análise ao sangue). Que é do tipo O estou certa, só não estou muito certa em relação ao positivo ou negativo. Independentemente de O+ ou O-, o facto é que soa dadora universal. Isso quer dizer que o meu sangue é compatível com o de todos os outros grupos. No entanto, no caso de ser eu a precisar de uma transfusão (coisa que espero que não aconteça jamais), a coisa já não será assim tão simples, já que só posso receber sangue proveniente do mesmo grupo sanguíneo.

 

Findo o miniworkshop de hematologia, passemos então ao senso comum, o real foco deste artigo. Descobri na rede (onde mais?) que os grupos sanguíneos não só indicam a compatibilidade hematológica, como ainda revelam muitos aspetos da personalidade humana. Aos portadores do sangue tipo O, estão associadas caraterísticas, como:

 

1. Uma saúde (quase) perfeita

Apesar de mais propensos a contrair doenças como úlceras gástricas e distúrbios da tiroide, ao que tudo indica estamos mais imunes a maleitas mais graves, como doenças oncológicas, cardiovasculares e distúrbios de memória. No que à doença maldita toca, afigura-se que o nosso sistema imunitário demonstra maior capacidade de detetar e destruir as células cancerosas do que os dos restantes grupos.

 

2. Guerreiros por natureza

Portadores deste grupo sanguíneo nascem líderes, isto é, quando têm um objetivo em mente, fazem de tudo para alcançá-lo. Além de resistentes, elas também são muito organizadas e responsáveis. E não é que é a mais pura verdade?

 

3. Hiperatividade e impulsividade ao rubro

Quando sob pressão, podemos facilmente perder o bom senso. Daí que se recomende aos que connosco têm que lidar que pensem duas vezes antes de nos pressionar. Falando por mim, posso garantir que se trata de outro facto incontestável.

 

4. Nada de álcool ou cafeína

O álcool e a cafeína devem ser mantidos a uma distância segura, isto porque o nosso nível de adrenalina já é naturalmente muito elevado, portanto, não convém aumentá-lo ainda mais. Além disso, recomenda-se que evitemos sementes e produtos láteos (difíceis de digerir), sendo igualmente aconselhável que devemos consumir uma grande quantidade de proteína. Outro dado empiricamente atestado pela minha pessoa.

 

Depois do que acabaste de ler, ficaste com curiosidade em saber o que diz o teu tipo sanguíneo sobre ti? Se sim, é só dares um clique até e começares a separar o trigo do joio até encontrares informações verosímeis.

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Jan17

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Ora viva!

 

A rede é uma coisa fantástica, que não para de nos surpreender, não é mesmo? A cada clique uma novidade. A de hoje prende-se com uma nova designação da sexualidade. Para além de assexuado, bissexual, homossexual, pansexual, sapiossexual, metrossexual, e companhia limitada, agora existe o demissexual. Já tinhas ouvido falar?

 

De acordo com o site demisexuality.org, este conceito tem como definição "um estado em que a pessoa só se sente sexualmente atraída depois de formar uma ligação emocional". Ou seja, as pessoas demissexuais não se sentem sexualmente atraídas por alguém, independentemente do género, sem primeiro criarem um forte laço emocional.

 

Ainda sobre este assunto, um artigo do Washington Post, assinado por Meryl Williams, explica um pouco melhor em que consiste a demissexualidade: "Há uns anos, sentia-me culpada por deixar frustradas as pessoas com as quais me envolvia. Não queria sentir a necessidade de explicar o porquê de não me sentir preparada para uma fase mais íntima… Normalmente coloco o intelecto e o sentido de humor à frente da beleza de alguém. Se um homem não disser nada ofensivo e me fizer rir no primeiro encontro, é provável que marque um segundo. Mesmo assim, sei que os atributos de uma pessoa não garantem necessariamente que haja uma atração física. Tenho de ser paciente e esperar que esta surja".

 

Numa sociedade que parece incentivar o culto do "dar à primeira", assumir esta postura é, por vezes, uma tarefa hercúlea, inglória por demais. Disso não tenha dúvida! Vejamos: se damos logo somos fáceis, se não damos somos esquisitas, armadas em difíceis, complexadas ou estamos a jogar para valorizar o produto.

 

Independentemente de como a sociedade encara esta questão, o que sei é que está encontrada a minha orientação sexual. Sou demissexual e não se fala mais no assunto. Agora até tenho um argumento científico a que recorrer na hora do nega.

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Ora viva!

 

Outra das minhas resoluções para este ano prende-se com a melhoria do meu nível de inglês. Para mal dos meus pecados, este está bastante aquém do nível exigido a um profissional (competente) do século XXI, para mais aquele que circula pelos caminhos do marketing e da comunicação.

 

Uma irracional antipatia é o que nutro pelo idioma, pronto falei! Até soa mal admitir isso, já que a impressão que tenho é que o mundo todo – menos eu, claro ­– parece falar (fluentemente) a língua de Shakespeare. Gostando ou não, é imperativo aprimorar os meus conhecimentos nesta matéria, caso contrário dificilmente me safarei na busca por um emprego decente na minha área. Só eu sei a quantas (e boas) ofertas deixo de responder por causa disso, e da carta de condução (outra resolução para 2017).

 

Imagina tu, que tenho visto anúncios em que pedem inglês fluente (mínimo C1) para tudo e mais alguma coisa, inclusive para cargos que eu não consigo, por mais que tente, atinar em que circunstâncias o recrutado precisará fazer uso desse domínio fluído. Enfim, exigências do mercado...

 

Já aqui tinha abordado o meet up dos language lovers, aquele das conversações em português-inglês, que acontece todas as quintas-feiras, a partir das 19h30, na Casa Independente. Lembras-te? Ontem, depois de mais de um ano a marcar ir e nunca chegar, lá dei por mim à porta do dito sítio, um tanto ou quanto ansiosa, já que estava a aventurar-me por terras para lá da minha zona de conforto.

 

A ideia de me sujeitar (voluntariamente) a passar as próximas horas a expressar-me num idioma que não domino, perante desconhecidos, falantes nativos deste (maldito) idioma que tanto stress e complexo me suscita, era-me francamente desconfortável. Pode parecer falta de humildade, mas o facto é que me custa horrores sentir-me ignorante ou inferior aos outros. Adiante…

 

Lá consegui reunir ânimo para mandar os pensamentos negativos para aquele sítio que a minha guru do bem tão bem conhece. Quando dei por mim, três horas tinham-se passado sem que eu tivesse dado conta. Com isso quero dizer que a coisa correu lindamente, melhor do que esperado. Com pena minha, raramente se falou a língua de Camões, ou seja, lá perdi uma oportunidade de ouro para exibir a minha excelência na matéria.

 

O serão pautou-se por um saldo francamente positivo: pude praticar a minha oralidade no inglês, ainda que de forma tímida e titubeante; foi-me possível constatar in loco que o meu nível de compreensão está mais avançado do que imaginava (consegui acompanhar quase tudo o que dizia um escocês, que, como se não bastasse termos que levar com o seu scottish accent, era um tagarela de primeira, ao ponto de me apetecer perguntar-lhe se trazia uma kalashnikov escondida algures no céu da boca; conheci pessoas incríveis (o nosso grupo era constituído por mim, cabo-verdiana, pela Bruna, brasileira nordestistina, pelo Aamir, dubaiense, a Audrey, francesa, o Sean, escocês, a Grace, italiana, e a Rita, setubalense. Ou seja, na nossa mesa, estava espelhado o melhor da globalização: sete nacionalidades, sete áreas profissionais distintas, sete percursos de vida, conversações em quatro idiomas (inglês, francês, espanhol e português, por essa ordem de importância), imensos sonhos partilhados, temperados com risadas, vinho tinto e uma linda e abelhuda lua cheia.

 

É caso para dizer que para a semana haverá mais.

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