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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida, na casa dos 30, que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!


CIMG5035.JPGHoje, em vez de uma (nova) crónica, chego com um desabafo. Não sei se já te deste conta, mas estes tempos ando mesmo deprimida. Para além dos dramas-meus-de-toda-uma-vida, os quais conheces alguns, esta porcaria de intolerância alimentar anda a mutilar a minha sanidade mental e a minha autoestima.

 

Como se não bastasse ter que abdicar de tudo que contenha lactose e glúten – agora diz-me o que não tem estas componentes – ela castiga-me sobretudo o rosto, justamente o o nosso cartão de visita e o que me é mais caro.

 

Há quase um mês que não ingiro absolutamente nada que contenha estas coisas, mas ainda assim a pele teima em recuperar. Por via das dúvidas, bani igualmente do meu cardápio os frutos vermelhos, o ovo, o chocolate preto, a pimenta e os cogumelos. Tudo coisas que não tinha por hábito ingerir regularmente até uns tempos atrás.

 

Pelo que pude depreender das informações recolhidas, pode demorar um bom tempo até que o organismo consiga expelir todos os vestígios das substâncias a que é intolerante. Em relação ao meu, que acredito ser made in Caracolândia, esta estimativa deve ser revista em alta. Traduzido por miúdos, pode levar meses até que esteja limpa destas substâncias tóxicas que andam a envenenar-me o sistema digestivo e nervoso central.

 

Sequer quero cogitar a hipótese de conviver com a minha cara neste estado por tanto tempo. Além das malditas borbulhas, as manchas, por mais que os dias passem, não cedem um milímetro – a hiperpigmentação é um dos efeitos desta maleita. Vaidosa como sou, imagina tu o meu estado de espírito nos últimos meses. Cada vez que me olho ao espelho apetece-me escalpelar a minha derme facial.

 

Como (ainda) não há verba para recorrer aos préstimos de um especialista, menos ainda para aqueles produtos carérimos, contudo altamente eficazes, à venda numa farmácia ou para farmácia perto de mim, a minha esperança é que, entre os seguidores deste blogue, figure um especialista dermatológico, que me possa dar uma consultoria pro bono.

 

Alguém aí? Em troca prometo gratidão, dedicatória de agradecimento e textos (novamente) divertidos e inspiradores.

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28
Out16

Gosto de...

por LegoLuna

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Hoje estou em modo Happy:

"Gosto que me deem a mão.

Gosto de anúncios de carros.

Gosto de ouvir música ao vivo.

Gosto de malas de viagens.

Gosto de corpos sem tatuagens.

Gosto do nome Ruben.

Gosto do Nuno.

Gosto de duches de água fria.

Gosto de máquinas do ginásio.

Gosto que me abram a porta.

Gosto de homem sem barba.

Gosto de abraços inesperados.

Gosto de fazer topless.

Gosto de dormir nua.

Gosto de vodca preta.

Gosto de meias de rede.

Gosto de ir sentada à janela.

Gosto de lábios cheios.

Gosto de chocolate preto com mirtilos.

Gosto de saídas não programadas.

Gosto de sentir o vento no rosto.

Gosto de andar de elétrico.

Gosto de beijos furtados.

Gosto de cartas escritas à mão.

Gosto de lua cheia.

Gosto de molhar os pés no mar.

Gosto de corpos bronzeados.

Gosto de dentes brancos.

Gosto de ouvir estórias alheias.

Gosto de dançar à chuva.

Gosto de ti."

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26
Out16

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Em entrevista à revista Veja, a cantora e ex-primeira dama francesa Carla Bruni proferiu este inspirador e tocante testemunho:

"Depois dos 35 anos, a beleza é resultado da simpatia, da elegância, do pensamento, não mais do corpo e dos traços físicos.

A beleza torna-se um estado de espírito, um brilho nos olhos, o temperamento.

A sensualidade vai decorrer mais da sensibilidade do que da aparência.

Uma mulher chata pode ser bonita antes dos 35 anos. Uma mulher burra pode ser bonita antes dos 35 anos. Uma mulher egoísta pode ser bonita antes dos 35 anos. Uma mulher deprimida pode ser bonita antes dos 35 anos. Uma mulher desagradável pode ser bonita antes dos 35 anos. Uma mulher oportunista pode ser bonita antes dos 35 anos. Uma mulher cobarde pode ser bonita antes dos 35.

Depois, não mais, depois acabou a facilidade. Depois o que ilumina a pele é se ela é amada ou não, se ela ama ou não, se ela é educada ou não, se ela sabe falar ou não.

Depois dos 35 anos, a beleza vem do caráter. Do modo como os problemas são enfrentados, da alegria de acordar e da leveza ao dormir.

Depois dos 35 anos, a amizade é o creme que tira as rugas, o afeto é o protetor solar que protege o rosto.

A beleza passa a ser linguagem, bom humor. A beleza passa a ser inteligência, gentileza.

Depois dos 35 ,45 ,55 , 65... anos, só a felicidade rejuvenesce."

 

Dá que pensar, não dá, solteira minha?

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Hoje vais ter que levar com um novo reprise. Perdoa-me, mas vai ter que ser. É-me humanamente impossível parir um novo rebento com apenas três horas de sono em cima. Ainda assim, acredito que vais gostar do que aí vem, pois o artigo fala sobre a preguiça e a solução que o gigante asiático, China, encontrou para debelar a questão.

 

Há uns tempos atrás, 249 funcionários públicos chineses foram (ou vão ser, não soube precisar a fonte, que por acaso é a minha prima, diretora de uma escola secundária, logo, fidedigna) punidos por "preguiça". É, o país dos bilhões de habitantes, ou trilhões, caso não imperasse a lei de apenas um sun por casal, de preferência do sexo masculino - resolveu atentar-se aos ensinamentos da Bíblia (por ironia nem são católicos) e punir um dos sete pecados capitais. Ou devo dizer mortal, já que aniquila a produtividade e o rendimento laboral?

 

Dessa gostei, confesso!

 

Se a moda pega... por essas bandas vai ser preciso recrutar funcionários de todos os níveis. O que mais custa é saber que esta reciclagem laboral dificilmente conseguiria ser feita com base nos recursos humanos internos, já que o gosto pela lei do menor esforço - físico, mental e solidário - prática tão comum e institucionalmente generalizada na máquina do Estado, tantas e tantas vezes "concubinada", compromete as mais altas patentes, desde chefias de topo, aos intermédios - esses então, ui! é melhor nem alongar - aos operacionais, vulgo pau-mandados.

 

Bora procurar mão-de-obra despreguiçada além fronteiras, quiçá nas da Europa, que por estes dias estão a abarrotar de gente à procura de uma oportunidade?

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Hoje chego bem mais tarde que o habitual. Para falar a verdade nem sei como consegui escrever uma única linha. Como adiantado no último post, comecei há poucos dias um trabalho, cujo horário é da meia-noite às nove da manhã, o que faz com que eu passe o dia todo em modo zombie. Como (ainda) não consegui acertar o sono, nos últimos três dias, tenho dormido pouco mais de quatro horas diárias. Logo eu que estava habituada a uma média de dez horas.

 

Tenho dores em sítios que nem sabia ser possível, e olha que sou uma pessoa fisicamente ativa, a minha cabeça pesa como chumbo, os meus olhos fazem-me lembrar um prato mexicano de tanto que picam, os meus pés caminham a passos largos para o serviço de amputologia do São José – esta acabei de inventar, sinal de que os meus neurónios não desistiram de mim. Bom… já deu para teres uma ideia do meu estado.

 

Ninguém me disse que aquilo que me venderam como um simples trabalho de reposição de artigos num gigante retalhista exigia skills que só um verdadeiro estivador possui. Aquilo é tão cansativo, que, depois de oito horas em pé (literalmente falando), o cansaço físico e mental é tão grande que nem sequer te sobram forças para respirar. E tudo isso pelo salário mínimo. Ser pobre – ou melhor, economicamente prejudicada – é a treva. Uma vez disseram-me que era uma princesa que vivia num castelo. Pois agora sou uma ex-princesa que foi parar à secção de descarga do porto de Sines e sem nem direito a luvas ou calçado apropriado. Mas deste assunto prefiro falar noutra altura, que o artigo de hoje é sobre vampiros emocionais e não sobre as minhas desgraças pessoais.

 

Há dias descobri, no site psicologiaymente, uma nova espécie humana: o vampiro emocional. Fazes ideia do que falo? Pelo nome, não é difícil lá chegares. É o tipo de pessoa que, inconscientemente ou não, tende a enfraquecer o nosso estado emocional, sugando as nossas reservas de otimismo e energias positivas. Pessimismo, egoísmo, narcisismo, imaturidade ou falta de empatia são algumas das razões que justificam este emanar de más vibrações nos outros.

 

Acautela-te que elas andam por aí, sedentas de "sangue bom", talvez mais perto do que imaginas. Identificá-los pode ser mais fácil do que pensas, pois o seu modus operandi é bastante simples: aproveita-se de elementos como tempo e proximidade para começar a roubar a energia emocional daqueles que os rodeiam.

 

Tal qual os verdadeiros vampiros, este tipo de indivíduos não mostra a sua (verdadeira) essência à toa. Como um verdadeiro predador, cultiva certos laços emocionais e de amizade com a 'presa', antes de exercer a sua presença nefasta na vida desta. Feito isso, só tem que tirar proveito das fraquezas alheias. Sete personalidades estão associadas aos vampiros emocionais: são exigentes, pessimistas, catastróficos, vitimistas, agressivos e sarcásticos.

 

Quem não conhece, convive ou alguma vez se cruzou com um exemplar desta espécie? Infelizmente, um não será uma resposta meramente utópica. Meu bem, caso a convivência com este tipo de criaturas te seja inevitável, mais vale saberes bem com quem estás a lidar, de modo a te precaveres da sua influência e saberes gerir as suas más vibrações.

 

A primeira coisa a reter sobre indivíduos assim é que, conscientes ou não da sua maneira de ser, são o que são. Quanto a isso pouco ou nada há a fazer. Então o que fazer, deves estar a questionar-te. Tens duas alternativas: aceitar a natureza deles e tentar minimizar os danos ou bani-los de todo da tua convivência. Isso agora é algo que só tu podes decidir.

 

Ao longo da minha vida tive o infortúnio de cruzar-me com algumas subespécies destas. Algumas mandei àquela parte, outras aturo o estritamente necessário e umas poucas, que não me é possível descartar da minha vida, evito a todo o custo e tento refugiar-me na minha bolha de segurança sempre que as tiver por perto.

 

Dado que, quanto mais próxima for a relação, maior os efeitos nocivos deles na nossa vida, parece-me que evitá-los o máximo possível é a melhor solução. Por experiência própria sei que quem se alimenta da energia emocional alheia costuma ser um expert na arte da manipulação, controlando emocionalmente as suas 'vítimas' para atingir seus objetivos. E uma vez conseguido o intento, partem à conquista de uma nova presa.

 

E com esta despeço-me de ti com um 'até não sei quando voltaremos a falar'. Com este trabalho, por mais que queira, não vou conseguir manter a assiduidade dos artigos. Vou escrevendo quando puder, prometo!

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Este artigo é contribuição de Sílvia C., amiga de há muito lá na terra sab, companheira de solteirice e fiel leitora das minhas crónicas, que logo pela manhã enviou-me uma mensagem pelo Viber. Sabias que antigamente, na Inglaterra, as pessoas que não fossem da realeza tinham que pedir autorização ao monarca para terem relações sexuais, começou ela por perguntar-me.

 

Perante o meu ensonado não, remete-me ela um elucidativo texto sobre a origem de algumas palavras do nosso calão, consideradas por muito obscenas, mas que na sua origem tiveram motivações bem legítimas e legais. Por exemplo, quando os súbditos queriam ter filhos, pediam ao rei, que autorizava o coito e mandava entregar-lhes uma placa que deveria ser pendurada à porta da casa com a frase: Fornication Under Consent of the King (fornicação sob o consentimento do rei). Daí a sigla F.U.C.K, que originou fuck.

 

Em Portugal, devido à baixa natalidade, as pessoas eram obrigadas a manter relações sexuais por ordem do rei. Isso era chamado Fornicação Obrigatória por Despacho Administrativo. Daí a sigla F.O.D.A., da qual resultou a palavra foda.

 

Por sua vez, quem fosse solteiro e estivesse há muito tempo em abstinência, tinha que ter à porta da sua casa a frase Processo Unilateral de Normalização Hormonal por Estimulação Tática  Autoinduzida. Daí a sigla P.U.N.H.E.T.A.

 

Pode-se até dizer palavrão, mas com cultura o nível é outro. Votos de um excelente fim de semana, se for o caso. Começo hoje um trabalho -  reforço de Natal - numa grande superfície comercial. Quero só ver como vou adaptar-me a trabalhar da meia-noite às nove da manhã. Se não tiveres novas minhas nos próximos dias, já sabes…

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Na senda do artigo anterior, que primeiramente começou por debruçar-se sobre as cinco fases do amor identificadas pela ciência, mas acabou por relatar um drama alheio, eis-me aqui para concluí-lo. Assim sendo, invoco o conhecido psicólogo Jed Diamond, que das suas pesquisas concluiu que a maioria de nós encontra, de facto, a sua 'cara-metade'. No entanto, só terá direito ao happy end os que conseguirem superar os cinco desafios inevitáveis da vida a dois, a que ele chama de cinco fases do amor. O problema é que a generalidade das pessoas fica-se pela terceira fase, resultando daí o término da relação.

 

No seu site MenAlive, Diamond, há mais de 40 anos envolvido com a pesquisa clínica, explica que para conseguirmos um amor verdadeiro e duradouro é preciso passarmos por estas fases:

 

1. Paixão
Fase em que nos sentimos extasiados pelas hormonas da felicidade, em que projetamos todas as nossas expectativas no parceiro e em que não conseguimos ver defeito algum nessa pessoa.

 

2. Início oficial da relação
Com o início de uma relação séria, união estável ou casamento o amor solidifica-se. A coabitação, um melhor conhecimento do outro e a influência mútua nos aspetos da vida, torna esta etapa um momento de união e de alegria.

 

3. Desilusão
Este é o momento chave, aquele em que todas as esperanças e expectativas são destruídas. Os sentimentos parecem estar a desaparecer, a outra pessoa torna-se demasiado previsível e o seu comportamento começa mesmo a irritar. Quer-se afastar durante um tempo ou mesmo pôr fim à relação. É aqui que muitas pessoas dão o amor como morto, deixando de se esforçar por uma relação que parece já não trazer felicidade.

 

4. Superação da crise e criação do amor verdadeiro e duradouro
Aqueles que conseguem superar a terceira fase com segurança, chegam àquela em que as ilusões projetadas no parceiro desaparecem e começa-se a ver a pessoa tal como ela é e não como se idealizou. Se a aceitar como ela é e compreender os seus pequenos defeitos conseguirão ajudar um ao outro e passar para a fase do amor verdadeiro e criar uma parceria real.

 

5. Utilizar o poder de ambos para mudar o mundo
Sabendo que conseguiram ultrapassar todas as diferenças e mal-entendidos e de que encontraram uma ligação profunda e forte entre si, sentem que têm força para mudar o que quer que seja, já que funcionam como uma equipa imbatível. Mais do que viver juntos, vivem juntos por um propósito, agem, trabalham e pensam como um só.

 

Oh sôr doutor, uma vez feito o diagnóstico, qual a posologia que recomenda? Diga lá se faz favor!

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Meu bem, ouviste aquela sobre o amor ter cinco fases e a maior parte das pessoas não passar da terceira? Não? Eu, até ler um artigo publicado ontem no Notícias ao Minuto, também não!

 

Pelo que percebi, a ciência consegue encontrar explicação para o estado de saúde das relações atuais, que, a meu ver, nascem prematuras, morrem precocemente e são sepultadas sem direito a cerimónia fúnebre. Admito que talvez estes não sejam os termos mais apropriados para se referir ao mais sublime dos sentimentos, mas é exatamente essa a minha impressão dos vínculos afetivos nos dias que correm. É tudo tão rápido, breve e descartável que até choca.

 

Ainda ontem a minha senhoria confidenciou-me que tinha passado o fim de semana todo a chorar de desgosto por causa do comportamento do filho para com a suposta namorada. Pelo que me contou, o dito cujo, de 27 anos, combinou ir morar com uma colega de trabalho que conheceu há cerca de dois meses e com quem anda enrolado. Depois de casa montada, recheio adquirido, mãe da menina metida ao barulho, o rapaz pura e simplesmente muda de ideias quanto à mancebia, alegando que era cedo para tal.

 

A minha senhoria sofre essencialmente pela "nora", que, segundo ela, está devastada pela conduta irresponsável e egoísta do rapaz. No meu jeito cru, objetivo e até brusco, disse-lhe que, de facto, o rapaz não se tinha portado bem. Porém, a gaja, mais velha do que ele, logo alguém de quem se espera mais contenção e maturidade, não tem porque armar-se em vítima. Quem, no seu juízo perfeito, aceita ir viver com alguém que conheceu há apenas dois meses, e ainda por cima envolve a progenitora nisso? Não sei se eu é que sou cética e cautelosa demais ou os outros é que são ousados e otimistas demais. Alguma vez esta mulher aqui cogitaria a hipótese de juntar-me a uma pessoa que conheço há apenas 60 dias?

 

A esse respeito, a minha colega de casa – que por acaso partilha da mesma profissão que os protagonistas desse drama – alegou que a agora "descartada", à beira dos 30 e com o relógio biológico a chocalhar, tem pressa, daí ter comprado o sonho dourado sem pestanejar. Não discordo. O arriscar faz parte do jogo, mas o arcar com as consequências também. Não me solidarizei de todo com a dor dela, pois acho que nesta estória não há lugar para vítimas. As pessoas são livres de nos jurar amor, prometer mundos e fundos. Só compramos essas balelas se quisermos.

 

Anda tudo tão carente e desesperado que ao primeiro fulano que profere as palavras mágicas, aquelas que queremos ouvir, já está, caem na hora. E depois armam-se em coitadas. Ela estava à espera de quê? É de se prever que alguém que toma uma decisão dessas em tão curto espaço de tempo, seja perfeitamente capaz de, com a mesma rapidez e leveza de espírito, mudar de ideias.

 

Só para rematar esta estória, ao que tudo indica, o bacano deu para trás porque começou a jantar noutro restaurante, que por acaso fica mesmo ao lado da primeira. Ou seja, enrolou-se com outra, igualmente colega de trabalho.

 

Bem, este post que era para falar sobre as cinco fases do amor, acabou por debruçar-se sobre drama alheio. Volto amanhã para terminá-lo.

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Prefiro mil vezes um homem elegante, estiloso, asseado, educado, gentil e atencioso a um obscenamente bonito. Claro que o sonho de consumo de qualquer descendente direta de Vénus é conseguir caçar um exemplar que reúna todos estes predicados - e mais uns quantos - num único código genético. Com muita pena minha, este trevo de 4 folhas humano (ainda) não pernoita na minha cama, nem dorme nos meus braços.

 

A não ser que se tenha uma conta bancária choruda e espírito para ir ao bisturi, pouco ou nada há a fazer quando não se nasce com figura digna de concorrer ao Miss/Mister Universo. No entanto, uma série de pormenores são capazes de fazer de uma pessoa geneticamente prejudicada tão, ou até mais, atraente que a mais formosa das criaturas. Sem dúvida, o estilo é um deles.

 

Um alfa que saiba vestir-se – atenção que com isso não quero dizer que só deva vestir marcas de marcas ou estar a par do último grito da moda, nada disso – é algo a que atrai e desperta logo a atenção. Quantas vezes, ao cruzar-me com um homem estiloso (ou bazofo como se diz na minha língua materna), não fiquei eu a olhar absolutamente fascinada? Infelizmente é coisa que não abunda muito pelas ruas da vida.

 

Sinceramente, não estou a ver dificuldades maiores em alcançar tal feito. A receita para ser uma mulher elegante pode perfeitamente ser franchisada para o outro lado do género: conhecer/aceitar/respeitar o corpo que se tem; adotar uma boa postura; definir um estilo próprio e usar somente o que reflita a personalidade. Comigo resulta na perfeição. Apesar de não ter roupas caras e muito menos artigos de luxo, sou das pessoas mais elegantes que conheço. Podem perguntar a qualquer pessoa que tenha cruzado o meu caminho.

 

No que toca ao estilo masculino, nem é preciso um grande esforço para atrair olhares, de desejo por parte delas e de inveja por parte deles. A meu ver, a chave do sucesso reside no bom gosto – a essência de tudo e sem o qual será missão impossível, a não ser que se tenha alguém de bom gosto para dar assistência – e numa série de (pequenas) coisas a que eles geralmente nem sequer dão atenção, mas que fazem toda a diferença para nós mulheres.

 

A propósito deste assunto, o canal Alpha M. elaborou uma lista de dez coisas que os homens usam (ou vestem) e que nós as mulheres achamos o must. São elas:

 

1. O clássico t-shirt e jeans
Há coisa mais sexy que um gajo de t-shirt branca e jeans azul meio descaídos e perfeitamente assentes no corpo? Não precisam ser trendy, bastam que sejam simples, bonitos, limpos e, sobretudo, que te assentem lindamente.

 

2. Casaco de cabedal
O preto é aquela base, todos têm, por isso versões noutras cores dão um ar ainda mais sexy e original. Tem é que ser uma peça boa e bonita.

 

3. Sapatos bonitos
Sim, nós reparamos (e como) no que trazem nos pés, por isso investe em poucos, mas bons pares. Se conseguires a proeza de acertar em padrões e cores pouco comuns, melhor ainda.

 

4. Óculos
Seja qual for a finalidade deles, um par te que assente bem e reflita estilo e bom gosto, vai-te render olhares. Se forem de sol, então… mama mia!

 

5. T-shirt com decote em V
Esta peça é versátil, sexy e máscula, mas cuidado para não te entusiasmares com aquelas com o decote até o umbigo que os gorilas do ginásio tanto gostam.

 

6. Gravata colorida
Um acessório que faz toda a diferença e mostra de caras qual o real estado do teu bom gosto. Escolhe os que te reflitam a tua personalidade e autoconfiança.

 

7. Relógio
Não é necessário que seja de uma marca toda xpto, só precisa ser bonito, elegante e funcionar, claro. O preto, o castanho e o cinza são as cores da praxe, mas quem arrisca em cores quentes e modelos diferentes consegue marcar pontos pela originalidade, ousadia e inovação.

 

8. Fato à medida
Sobre este tópico já aqui tinha falado, aquando daquele artigo sobre o que não deve constar no guarda roupa masculino. Um fato que se ajusta à figura é algo que reflete o estilo de quem o usa, lembra-te disso.

 

9. Lenço de bolso
A cair em desuso, mas ainda assim capaz de marcar a diferença, para melhor. Este acessório deixa o teu look mais composto e arrojado, sendo mais uma oportunidade para mostrares estilo, personalidade e cavalheirismo.

 

10. Confiança
Quem a tem, e dela faz uso, não passa despercebido em lado nenhum, mesmo que nem abra a boca. Quem não a tem é mais do que hora de trabalhar nisso. O artigo de ontem pode dar-te uma ajuda nesse sentido, caso estejas a precisar de uma dose extra de confiança e autoestima.

Meu caro seguidor, como podes ver não é preciso nenhuma fórmula de Deus e muito menos algum truque de magia para conseguires ser (mais) estiloso, elegante e atraente. Só tens que querer e lembrar-te destas dicas.

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Como solteira gostosa e turbinada que sei que és, acredito que estejas ciente de que uma autoestima elevada é mais do caminho andado para ao sucesso, seja ele na esfera pessoal, social, amoroso, profissional e sexual. Quem se ama (e é correspondido) a todos fascina e a muitos contamina.

 

Por mais que disso saibamos e um desses exemplares queiramos ser, tal nem sempre é possível. Há momentos na vida em que, por este ou aquele motivo, pura e simplesmente deixamo-nos ir abaixo. O desleixo para com o nosso corpo, em primeira instância, e para com a nossa alma, em última, são as consequências imediatas deste estado de espírito.

 

Quem de nós nunca passou por uma fase menos boa, em que o simples ato de se banhar representava um esforço hercúleo. Agora imagina o resto: corpo em forma, depilação em dia; cabelo, unhas e sobrancelhas arranjadas; pele cuidada; alimentação saudável, vida social ativa e até sexo satisfatório. O desalento é tal que simplesmente não queremos saber.

 

Seja por teres passado, estejas a passar ou venhas a passar por tal situação – eu estou –, contigo partilho hoje algumas dicas sobre como resgatar a autoestima das masmorras do desânimo e voltar ao ativo ainda mais poderosa.

 

O primeiro passo é começares a ser bondosa contigo. Não te leves demasiado a sério, não te critiques tanto, não exijas tanto de ti, nem te culpes tanto. As coisas são como são e há coisas que não conseguimos controlar, por mais que tentemos ou queiramos. É fundamental que sejas a tua melhor amiga. Tudo fica infinitamente mais difícil quando adotamos aquela atitude derrotista, vestimos o papel da coitada vítima das vicissitudes da vida ou cultivamos o espírito negativo.

 

Esquece as comparações. Cada um de nós é um ser único e especial, detentor de uma estória de vida e de um percurso só seu. A comparação com os outros é inglória e injusta, mais não seja porque, quase sempre, achamo-los bem mais bonitos, felizes, inteligentes ou bem-sucedidos do que nós. Além de não te levar a lado nenhum, tal atitude faz-te sentir inferior e desmerecedora de coisas boas. Não te esqueças que nem tudo é o que parece e que todos, mas absolutamente todos, temos algo que encanta e cativa.

 

Os teus pontos fortes são aquilo que faz de ti alguém que valha a pena. Com isso quero dizer-te que ninguém é perfeito em tudo, por mais que às vezes tenhamos essa impressão ao interagir com algumas pessoas. O meu conselho é que invistas naquilo em que realmente és boa, que te foques no que te diferencia (pela positiva, claro!) e que tentes melhorar aquelas que forem possíveis. Se fizeres isso, a confiança dará o ar da sua graça mais cedo do que o esperas.

 

Seres a tua melhor amiga, não quer dizer mimares-te ao ponto de perderes a objetividade e a clareza de espírito para encarar as coisas como elas de facto são, e não como gostarias que fossem. Tenta analisar o que te acontece de forma assertiva e objetiva: sem tendencialismo, vitimização ou autocomiseração.

 

O amor é como a lotaria: para ganhar há que jogar. Há quem não jogue de todo; há quem jogue toda a vida sem ganhar uma única vez; há quem vá ganhando prémios simbólicos; há quem ganhe o jackpot e o desperdice; há quem lhe saia a sorte grande mais do que uma vez e há quem aposte uma única vez e ganhe o prémio máximo. Com isso quero dizer que se não jogas não esperes ganhar. Para ganhar há que perder. Continuar a alimentar a doce ilusão de que o amor e a dor estão dissociados não te vai levar a lado nenhum. Aceita as coisas como elas são e tenta ver sempre o lado bom das coisas – sim, porque tudo tem o seu lado bom. Só assim alcançarás um tal estado de serenidade e maturidade emocional necessárias para não exigires tanto dos outros e menos ainda de ti.


Sabias que o auto orgulho, a par do amor-próprio, tem via verde para autoestima de cima? Conhecermo-nos bem, gostarmos de ser quem somos, orgulharmo-nos da nossa pessoa e querermos ser a melhor versão de nós mesmos são as chaves para o sucesso pessoal, profissional, emocional e social.

 

Há que fazer as pazes com o passado e com aqueles que nos provocaram sofrimento. Só assim será possível construirmos uma relação sólida com quem quer que seja. Assegura-te de que estejas segura do que sentes e do que queres. Varre do teu coração todo e qualquer vestígio de qualquer um destes sentimentos: mágoa, tristeza, ressentimento, frustração, desesperança ou dor.

 

De que adianta ter um excelente produto se a embalagem não apela à compra e menos ainda ao consumo? Esta minha analogia pode parecer-te um tanto ou quanto cruel – sou profissional do marketing, fazer o quê? – mas é verdade que a aparência conta, e muito, para desgosto das mal amadas, ressabiadas, preguiçosas, desleixadas e (autodenominadas) feministas. Nas minhas conversas de café, costumo apregoar que quem não se cuida não me inspira confiança nenhuma. Se não cuida do seu bem mais precioso, aquilo que lhe permite viver e interagir – o corpo –, vai cuidar do quê? Do meu corpo, do teu corpo? Uma alimentação equilibrada, exercício físico regular e alguns cuidados de beleza irão deixar-te mais bonita, logo bem mais confiante. Um corpo bem cuidado e saudável é um poderoso aliado na luta contra todos os desafios da vida.


O presente é a única garantia que a vida nos dá; o passado já cumpriu a sua missão e o futuro uma completa incógnita. Dado que só temos o aqui e agora, porque nos procrastinamos tanto? Vive, ousa, arrisca, ama, ri, chora, ou seja, goza a vida sem culpa ou arrependimento. Da vida só levamos o que vivemos, portanto não deixes que fiquem muitos "se" no teu passado. Às vezes basta uma única atitude para tudo mudar.

 

Tu és a pessoa mais importante da tua vida, ponto final! No filme que é a tua vida deves ser o argumentista, o produtor, realizador, figurinista, mas sobretudo protagonista. Baixar ou abrir mão dos teus níveis e padrões de exigência não deve ser opção. Por algum motivo os estabeleceste, daí que só tens que te lembrar dele. Por mais que te tentem convencer do contrário, não há nada de errado em ter expectativas elevadas, sobretudo em relação ao amor. Quem pouco espera, pouco ou nada recebe.

 

Se achas que não consegues por em prática todos estes tópicos, enganas-te! Só depende de ti. Se fores capaz disso, vais ver como tudo muda. Com uma confiança renovada e a autoestima melhorada, tornares-te numa pessoa maravilhosa será apenas uma questão de (pouco) tempo. Nessa altura, o mundo será teu e o teu limite o céu. Sentir te ás disposta e preparada para tudo, vai por mim!

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