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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida, na casa dos 30, que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!


28
Jul16

18926921_hniZm.jpegPor (finalmente) ter chegado à conclusão de que é mais do que hora dele tomar conhecimento dos sentimentos que assolam o meu coração - até porque, para seguir em frente, preciso resolver esta pendência - e por também já não aguentar as "bocas" e cobranças de quem está por dentro deste assunto, resolvi declarar-me ao tal fulano lá do ginásio, pessoa por quem nutro uma paixão (platónica) há mais de ano e meio.

 

Dado que não sou uma pessoa convencional, logo não me vejo a abordá-lo de forma convencional, e por estar mais à vontade com as palavras escritas, decidi escrever-lhe uma carta, que será mais ou menos nestes termos. Porém, antes de lho enviar, gostaria de saber a tua opinião, tu que vens acompanhado este meu drama ao longo de vários posts.

 

"Talvez esta não seja a forma mais desejável de fazer isto, mas aqui vai. Fascinas-me! Não vejo outra forma de te dizer isso. Se me perguntares porquê, vou-te responder: "Por tudo e por nada." Por tudo aquilo que tenho visto ao longo deste tempo todo. Por tudo aquilo que deduzo que sejas. Por tudo que aspiro que venhas a ser para mim. Mas sobretudo por tudo aquilo que nunca demonstraste ser.

 

Por nada, porque (quase) nada sei de ti. Não sei do que gostas. Não sei qual o teu prato preferido. Não sei o que te faz rir. Não sei o que te comove. Não conheço o teu riso, nem a tua voz, pois nunca sequer a ouvi. Não sei se gostas do meu tipo ou mesmo da minha raça. Na verdade, sequer sei se gostas do género. Tão pouco sei se estás envolvido com alguém. Também não sei se és pessoa para te entregares aos sentimentos ou a uma outra pessoa.

 

Ainda assim, fascinas-me. Isso eu sei. Sinto-o toda vez que te vejo e a cada vez que penso em ti. Não penses que este sentimento é recente. Não mesmo! Durante meses e meses, enquanto te observava no ginásio e ia descobrindo pequenas coisas sobre ti nas redes sociais, assisti ao intensificar desse fascínio. E este chegou a tal ponto que já me sufoca, já não consigo - nem quero - guardá-lo apenas para mim. Penso que as minhas amigas já não aguentam mais ouvir-me falar de ti.

 

Ontem quando passei pela tua casa - sim, sei onde moras porque já te vi entrar (somos vizinhos) -, decidi que é mais do que hora de dar-te conhecimento do que sinto por ti. Mais não seja porque acredito que todos nós merecemos saber quando despertamos (bons) sentimentos nos outros. Isso faz de nós não só humanos dignos de afetos, mas especiais.

 

E para mim és especial, acredita nisso!"

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27
Jul16

Hoje acordei embalada pela canção Perdidamente, imortalizada pelos Trovante, na bela voz de Luís Represas. Gosto mesmo desta que é para mim uma das mais bonitas músicas portuguesas. Por isso tenho todo o gosto em partilhar contigo o vídeo, assim como a letra, uma composição de Florbela Espanca, uma das mais inspiradoras e tocantes poetisas lusas.

Ser Poeta

Ser Poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!
 
É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
 
É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!
 
E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma e sangue e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda gente!
 
Florbela Espanca, in "Charneca em Flor"

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26
Jul16

A Lei dos Opostos

por LegoLuna

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Vamos falar de opostos? Como nota de contextualização invoco a Terceira Lei de Newton, que considera que todas as forças vêm aos pares, ou seja, toda a ação tem uma reação de igual intensidade no sentido contrário.

 

De acordo com um artigo do InsiderPro, não é possível ter "o melhor dos tempos" sem ter o "pior dos tempos" (numa alusão à cálebre frase do Charles Dickens). Isto é, para reconhecer o bom, há que conhecer o mau. Para saber o que é a saúde, há que experimentar a doença. Para se ser feliz, tem de se saber o que é ser infeliz. Sem escuridão, não haveria luz.

 

Sem opostos e sem contrastes, não teríamos sequer a hipótese de escolher. Sim, podemos escolher amar verdadeiramente sabendo o preço do sofrimento. Podemos escolher crescer, sabendo o que custam as dificuldades e os desafios. Podemos escolher o aperfeiçoamento sabendo que exige disciplina e humildade. Quanto maior a dificuldade, maior o crescimento, essa é que é essa.

 

Tal como Seth Godin explica em A Fraude de Ícaro: somos ensinados ao longo da vida a viver a meio gás. A ficarmo-nos pelo mediano. Ensinaram-nos que se voarmos demasiado alto, como Ícaro, as nossas asas derreterão e a queda será terrível. Optamos então por viver uma vida segura e conveniente. Mas isso não traz crescimento. Não é assim que se encontra amor. Não é assim que se encontra arte. Não é assim que se vive. Quanto mais violenta a dificuldade, mais intenso o crescimento. Madeira boa não cresce facilmente.

 

Acredito piamente que são os desafios inerentes à vida que tornam possível crescer e prosperar e que sem estes não haveria nada para ultrapassar. A vida seria insossa, sem graça, sem emoção, sem adrenalina. Se queremos mesmo criar algo impressionante, temos que estar dispostos a falhar e a ficar vulneráveis.

 

A palavra de ordem é não termos medo de ser ousados. Não se costuma dizer que a nossa felicidade começa quando saímos da nossa zona de conforto?

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Segunda-feira exige alguma seriedade de espírito, pelo que o post de hoje versa sobre a inteligência, mais concretamente sobre uma série de coisas nada inteligentes que pessoas com um quociente de inteligência (QI) elevado fazem, não por ausência de neurónios funcionais, mas antes por excesso de confiança na hora de dar-lhes uso.

 

Travis Bradberry, investigador norte-americano especializado em inteligência emocional e presidente da Talent Smart, reuniu num artigo para o The Huffington Post oito características das pessoas inteligentes que as leva a falhar:

 

1. Demasiado confiantes
Habituadas a ter o ego acariciado, é difícil para as pessoas mais inteligentes admitir quando estão erradas e quando precisam de ajuda. Têm demasiada confiança na sua inteligência e quando percebem que precisam de ajuda, acreditam que ninguém tem capacidade para os ajudar.

 

2. Pressionam muito
Como conseguem normalmente atingir mais objetivos, os mais inteligentes demonstram dificuldade em compreender como é que há pessoas que não o conseguem fazer. Colocam a fasquia muito alta e consideram que, quando os outros falham, é por falta de esforço. Isso leva-as a pressionar ainda mais os outros.

 

3. Precisam estar sempre certas
Bradberry escreve que estar certo se torna parte da identidade dos mais inteligentes. Tendo crescido habituados a estar sempre certos, é ainda mais difícil admitir que estão errados. Podem, inclusive, encarar o facto de estarem errados como um ataque pessoal.

 

4. Falta-lhes inteligência emocional
Por norma, as pessoas têm mais ou menos o mesmo nível de inteligência emocional, uma capacidade de olhar o mundo além da mera capacidade de atingir objetivos. Mas as pessoas mais inteligentes podem ver o mundo apenas de um ponto de vista meritocrático. De acordo com este estudioso, de entre as pessoas com maior QI, aqueles com maior inteligência emocional são os mais bem-sucedidos.

 

5. Desistem quando falham
O sucesso frequente cria expectativas demasiado elevadas, o que faz com que uma derrota pareça o fim do mundo e leve à desistência. Pelo contrário, os que estão mais habituados a trabalhar duro para atingir os seus objetivos estão muito mais à vontade com a derrota.

 

6. Não são persistentes
A tendência para ver o esforço como algo negativo é maior nos mais inteligentes. Quando para terminarem uma tarefa ou atingir um objetivo têm de fazer um grande esforço, estes, habitualmente, partem para um novo objetivo que possam atingir com mais facilidade. Isto não lhes dá tempo para desenvolver a paixão necessária para atingirem o sucesso.

 

7. Fazem muitas coisas ao mesmo tempo
O pensamento mais rápido faz com que as pessoas mais inteligentes fiquem impacientes e queiram fazer mais coisas ao mesmo tempo. Investigadores da Universidade de Stanford concluíram, contudo, que o multitasking torna-nos menos produtivos. Além disso, aqueles que pensam que são melhores a conciliar tarefas são, por norma, piores do que os que preferem fazer uma coisa de cada vez.

 

8. Têm dificuldades em aceitar as opiniões dos outros
Os mais inteligentes têm uma tendência para achar que as outras pessoas não têm capacidade para as avaliar ou para lhes dar opiniões válidas sobre o que fazem. O facto de subestimarem as opiniões dos outros pode conduzi-las ao risco de estragar relações, tanto pessoais como profissionais, escreve Travis Bradberry.

 

Nunca medi o meu QI, mas, a guiar-me por este estudo, devo ser mesmo uma inteligência pura. Com maior ou menor incidência, não consegui passar incólume a nenhuma destas caraterísticas. Gostaria é de saber que soluções aponta o Mr. Bradberry.

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Hoje quero falar-te sobre as conclusões, algumas bastante curiosas e outras surpreendentes até, de um estudo realizado pelo site de encontros Victoria Milan sobre o tipo de corpo que chama mais a atenção na praia (e acredito que em todo o lado).

 

Para os homens, a caraterística física mais atraente são nádegas bem definidas, com 85% a dizer que esta é a que mais lhes chama a atenção quando vêm uma mulher na praia. A atração pelos seios confirma-se, com 70% a assumir que os grandes despertam atenção imediata, enquanto 45% assume que os prefere pequenos.

 

O que me deixou de queixo caído foi o facto de uma barriga lisa ser a caraterística física menos popular entre a amostra estudada, atraindo apenas 28%. Assim como os corpos magros, que atraem apenas 25% dos entrevistados. E eu que me farto de fazer abdominais para estar sequinha e eles nem ligam. Os homens são mesmo umas criaturas muito estranhas, não são? Ou será que nós mulheres é que somos exigentes demais?

 

Já agora, aproveito para dizer-te que, de acordo com esta pesquisa que abordou que 5.874 indivíduos do sexo masculino e 3.412 do sexo feminino, a maioria de nós mulheres (65%) sente-se atraída por um homem com costas largas e torso musculado, valor quase idêntico para as que preferem homens altos (63%). Em relação aos pelos do peito, os dados recolhidos atestam que elas - porque aqui não me revejo - preferem um macho com pelo no peito (37%), em oposição a um peito depilado (10%).


Um último dado bastante interessante neste estudo é que, definitivamente, as mulheres vão atrair mais atenção se escolherem fio dental.

 

Recapitulando: uma gaja para fazer sucesso na praia só precisa de ter um rabo bem definido, peito firme (independentemente do tamanho) e fio dental. Simples assim! Com certeza que eles vão olhar com luxúria e elas com inveja.

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21
Jul16

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Já aqui tinha falado sobre a autora e mediadora de casal Margarida Vieitez, aquando do artigo 10 obstáculos que te afastam do amor. Hoje volto a citá-la, a propósito do seu livro O Melhor da Vida Começa aos 40, uma espécie de manual de sobrevivência para quem está (ou pretende estar) no mercado das relações amorosas.

 

A revista Activa esteve à conversa com ela e deixou-nos algumas instruções para sermos bem-sucedidas na arte da sedução:

1. Arrumar a casa antes de receber visitas

Após o término de uma relação, e antes de partires para outra, é importante fazeres um trabalho interior de reflexão, mais não seja para não voltares a passar pelo mesmo. É por isso que esta profissional recomenda que não devemos voltar imediatamente ao 'mercado', já que há um luto a fazer da relação anterior. É preciso arquivar os sentimentos, arrumar as ideias, apaziguar o coração e estar aberta a um novo amor, antes de se partir à conquista.

 

2. É na rua que a vida acontece (e não em casa)

Com isso quero dizer que é preciso conhecer pessoas novas ou voltar a conviver com antigas. Sair à noite costuma ser a primeira aposta. A volta à discoteca - local de engate por excelência - pode ser um bom ponto de partida. O que não faltam por aí são opções, há discotecas para todos os gostos. O importante é que te escolhas aquela(s) onde te sintas à vontade e a ela(s) te fidelizes. A não ser que sejas uma destemida como eu, que sai sozinha para a night, convém ir com uma amiga ou com um grupo de amigos.

 

3. Convém estar a par das regras do 'jogo'

Uma vez na night, o que fazer? Antes de mais, observa o que se passa à tua volta. Presta atenção ao ambiente e ao tipo de gajos que abordam (ou não) as raparigas. Já se sabe que eles primeiro olham, depois voltam a olhar, para, no fim, abordarem (se sentirem que estamos recetivas). A experiência mostra que mais para o final da noite muitos começam a demonstrar ansiedade (até mesmo desespero), porque há quem esteja efetivamente à caça e não queira voltar para casa desacompanhado. "À medida que a noite avança nota-se a sedução – e a ansiedade – a subirem de nível", observa Vieitez.

 

4. O sexo deve ser a consequência e não a causa

O mistério continua a ser um fator crítico de sucesso em matéria de sedução. "Eu defendo que não deve haver sexo no primeiro encontro. Aconselho vivamente as mulheres: quanto mais tempo demorar a haver intimidade, mais sólida a relação. Claro que não há um número de encontros específicos, mas façam durar", recomenda. Ou seja, recuperem a arte de namorar à moda antiga: vão ao cinema, passeiem, beijem, façam programas juntos, conheçam-se, e aí avancem. "Claro que as hormonas e os 40 anos não ajudam: temos aquela sensação de que já não há tempo a perder. Mas quando a intimidade é imediata, o que eu noto é que geralmente as pessoas deixam de se ver. É como se o sexo impedisse a intimidade emocional. E os homens ainda pensam muito em termos de 'está conquistada, vamos a outra'. Por isso eu acho que continua a fazer sentido o fazer-se difícil."

 

5. Há que estar preparada para todo o tipo de camafeus

Economiza nas expectativas, ou seja, não esperes muitos deles... Se nós estamos carentes, eles estão inseguros. "Não sabem conquistar uma mulher, não sabem o que dizer, nem como comportar-se." E não te esqueças que a nossa independência assusta-os, e muito. Assusta-os sobretudo que não precisemos deles. Sem falar que, de facto, não nos percebem. Por não conseguirem atinar com o que queremos ou esperamos deles, sentem-se muito perdidos.

 

6. Príncipes Encantados só mesmo para algumas sortudas (e para as princesas da Disney, claro!)

O ideal da alma gémea, que nos é imputado desde a mais tenra idade, é um pau de dois bicos que filtra tanto que no fim pode não sobrar nada. Isto é, tudo o que não se encaixe nesse padrão não serve. "Por outro lado, estamos muito egoístas, muito virados para nós próprios, qualquer contrariedade nos afasta (o tal amor líquido de que falei no post anterior). E depois de uma certa idade já não estamos para aturar uma data de coisas. "Já não queremos lidar com controlo, ciúme, conflitos. Isso é bom. Mas também temos de ser tolerantes. Não temos de encontrar a alma gémea. Temos de perceber se conseguimos formar uma equipa com aquela pessoa, se existe um projeto de vida em comum, interesses convergentes, se aquela pessoa nos faz feliz e se contribui para a nossa felicidade."

 

7. Quem quer pescar tem que usar a rede

O passo seguinte é navegar pela rede. Facebook, Tinder, OkCupid, Snapchat, Instagram, são só alguns exemplos das opções ao teu dispor, pelo que é só escolheres. Após o primeiro contacto é começar a falar. E aqui basta uma frase ou duas para uma mulher perceber com o que conta. "A frase típica de todos eles é: 'Vamos tomar um café' (risos). "Que falta de imaginação, os homens precisam de melhorar as suas técnicas de sedução e abordagem, porque as mulheres estão sedentas de algo diferente!"

 

8. A intuição feminina não falha

Quando frente a frente, a tomar o tal cafezinho, se notares que há coisas que te deixam com urticária nos primeiros minutos, nexxxxxt to, que não vale a pena. Há comportamentos que nos mostram logo que estamos a perder o nosso tempo. O exemplo mais flagrante é ele não largar o telelé por nada deste mundo, seja para mandar sms, atender chamadas ou navegar na rede. Claro que isto pode ser insegurança e nervosismo. Quero lá saber. Para mim é, acima de tudo, sinal de falta de interesse, saber estar e educação. "Há coisas que não se dizem num primeiro encontro. Não se fala sem parar de si próprio. Não se fala das ex-namoradas. Não se conta a vida toda", alerta Vieitez.

 

9. Convém perceber se estão sintonizados

"As mulheres têm de estar atentas aos sinais que indicam aquilo que os homens querem, em vez de entrarem em negação. E não devem esperar que eles as esclareçam, porque eles não esclarecem." Então, se ele não esclarece como é que eu sei? "Tem de perceber pela conversa. Perceber como ele se dá com os pais, por exemplo, que é fundamental. Má relação, falta de afeto, distanciamento, conflitos? Temos ali um homem problemático. Depois falar sobre as relações anteriores, tentando perceber que homem está ali." Há muitos homens casados na noite. Há pessoas casadas, ou malcasadas, ou em relações, que estão ali simplesmente para engatar. E inclusive, se conhecem alguém, continuam a investir nas duas relações ao mesmo tempo.

 

10. Homem funciona assim: "se grudas ele chuta, se chutas ele gruda!"

Por melhor que tenha corrido o primeiro encontro, encara a coisa com leveza e sem grandes expectativas nem ilusões. Vai aproveitando o momento, um dia de cada vez. "As mulheres pensam logo 'que bom, arranjei namorado!' e desatam a pôr fotos dos dois juntinhos no Facebook. Relaxem, conheçam-se, deixem rolar. Não stressem, não forcem, não queimem etapas." Ele manda-te um sms? Não respondas logo. Ele envia-te um smile? Não mandes dez de volta. Eles têm de sentir que estão a conquistar, senão perdem o interesse." Ó céus! Isto não é um bocado pré-histórico? "Continua a ser assim. Elas não devem estar logo disponíveis. Tornem-se difíceis... Não, não facilitem muito. Alimentem, mas em minidoses."

 

Depois disso, só me resta desejar-te (a ti e sobretudo a mim) boa sedução.

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20
Jul16

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Nas minhas andanças pela rede descobri no blog obvious um artigo que, citando o sociólogo polaco Zygmunt Bauman, faz um retrato sem filtros da realidade atual das relações interpessoais.

 

Amor Líquido, talvez a obra mais popular deste que é um dos intelectuais mais respeitados da atualidade, analisa de forma simples e prática as relações amorosas e algumas particularidades da sociedade atual, a que ele chama de "modernidade líquida".

 

Segundo ele, vivemos tempos líquidos, onde nada é feito para durar, tão pouco sólido. Não obstante o desejo comum a todos, os relacionamentos escorrem das nossas mãos por entre os dedos feito água, devido à nossa dificuldade de comunicação afetiva, seja por medo ou insegurança.

 

Para este pensador, as relações terminam tão rápido quanto começam. Perante a adversidade e a contrariedade, resolve-se a situação cortando de imediato os vínculos. O que acaba por acumular (mais) problemas aos já existentes.

 

É um mundo de incertezas, cada um por si. Temos relacionamentos instáveis, pois as relações humanas estão cada vez mais flexíveis. Acostumadas com o mundo virtual e com a facilidade de "desconectar-se", as pessoas não conseguem manter um relacionamento a longo prazo. É um amor criado pela sociedade atual (modernidade líquida) para tirar-lhes a responsabilidade de relacionamentos sérios e duradouros. Pessoas estão sendo tratadas como bens de consumo, ou seja, assim que dá defeito descarta-se - ou até mesmo troca-se por "versões mais atualizadas".

 

O romantismo do amor parece estar fora de moda, o amor verdadeiro foi banalizado, diminuído a vários tipos de experiências vividas pelas pessoas, as quais se referem a estas utilizando a palavra amor. Noites de sexo sem compromisso são apelidadas de "fazer amor". Não existe mais responsabilidades de se amar e a palavra amor é usada mesmo quando as pessoas nem fazem ideia do seu real significado.

 

Para melhor explicar as relações amorosas, Bauman estabelece uma relação entre parentesco e afinidade, afirmando que o primeiro seria o laço irredutível e inquebrável - aquilo que não nos dá escolha -, e o segundo voluntária, ou seja escolhida. No entanto, o objetivo da afinidade é ser como o parentesco. Só que, vivendo numa sociedade de total "descartabilidade", até as afinidades estão se tornando raras.

 

A questão do amor próprio também não escapou à análise deste sociólogo, que considera que as pessoas precisam sentir que são amadas, ouvidas e amparadas. Precisam igualmente saber que fazem falta. Ser digno de amor é algo que só o outro pode nos classificar, cabendo a nós aceitar (ou não) essa classificação. Contudo, perante tantas incertezas e relações sem forma - líquidas - nas quais o amor nos é negado, como garantir o amor próprio? Os amores e as relações humanas de hoje são todos instáveis, e assim não temos certeza do que esperar. Relacionar-se é caminhar na neblina sem a certeza de nada - uma descrição poética da situação.

 

Ainda admiram por eu estar (ainda) solteira. Num mundo em ninguém parece ter tempo, nem paciência e muito menos vontade de investir numa relação verdadeira, duradoura e sustentável.

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19
Jul16

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Apesar das pontas soltas na minha vida, ando numa maré tão feliz - o verão faz-nos isso, não faz? - que faço questão de contaminar tudo e todos à minha volta com este sentimento. Sim, coisas boas valem, de facto e de direito, a pena serem partilhadas.

 

Porque nunca é demais elevarmos a nossa maneira de estar e ver a vida, o post de hoje é uma compilação de vários conselhos que tenho vindo a apregoar ao longo deste blog e que me ajudam a ser e a estar mais felizes.

 

Vamos lá então rever a matéria dada:
1. Torna-te na tua melhor amiga
Gosta de ti, admira-te e ama-te incondicionalmente, que os outros também gostarão.

2. Investe no conhecimento
Lê bastante - inclusive livros técnicos e de autoajuda (se necessário for) - estuda, faz cursos, ou seja, cultiva o teu lado intelectual e adiciona valor à tua pessoa.

3. Dá mais (e melhor) de ti
Atenta-te aos outros e sê solidária (caso tenhas tempo e vocação, faz algum género de voluntariado).

4. Espalha (só) coisas boas
Sai por aí distribundoi afeto, amizade e energia positiva (porque não fazer disso a tua imagem de marca?).

5. Assume o comando da tua felicidade
Sai da tua zona de conforto e parte à conquista da tua felicidade - arrisca, expõe-te, dá-te a conhecer, declara-te, apaixona-te, ri, chora, vive, sem nunca esquecer que colhemos aquilo que plantamos.

6. Evita a toxidade
Foge a sete pés de pessoas tóxicas, negativas, egoístas, pessimistas, interesseiras, problemáticas e por aí fora.

7. Poupa-te
Aprende a filtrar e a extrair apenas o que for positivo.

8. Cultiva o desapego
Não dês tanta importância a bens materiais, já que da vida só levamos o que vivemos.

9. Toma conta de ti
Cuida do teu corpo e da tua saúde, pois ninguém mais o pode fazer por ti.

10. Ocupa-te
Descobre algo que gostes de fazer, um hobbie, e dedica-te a isso de corpo e alma.

11. Acredita em ti
Aconteça o que acontecer o caminho é para a frente e quando damos o melhor de nós o sucesso é só uma questão de tempo e oportunidade. Por isso, faz para te tornares, a cada dia, a melhor versão de ti mesma.

 

As dificuldades estão inerentes à condição humana e dependendo do que fazemos com elas, a nossa vida será mais ou menos boa. Problemas, não fui eu que os inventei nem sou eu que vou acabar com eles, por isso para que me vou estar a ralar com coisas que me ultrapassam? Uma vida feliz não é aquela que é pautada pela ausência de problemas, mas sim pela diária superação destes. Já que só se vive uma vez, que tal vivermos um dia de cada vez e enfrentarmos a vida de cara levantada, sorriso no rosto, esperança no coração e paz na alma?

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19
Jul16

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Apesar das pontas soltas na minha vida, ando numa maré tão feliz - o verão faz-nos isso, não faz? - que faço questão de contaminar tudo e todos à minha volta com este sentimento. Sim, coisas boas valem, de facto e de direito, a pena serem partilhadas.

 

Porque nunca é demais elevarmos a nossa maneira de estar e ver a vida, o post de hoje é uma compilação de vários conselhos que tenho vindo a apregoar ao longo deste blog e que me ajudam a ser e a estar mais felizes.

 

Vamos lá então rever a matéria dada:
1. Torna-te na tua melhor amiga
Gosta de ti, admira-te e ama-te incondicionalmente, que os outros também gostarão.

2. Investe no conhecimento
Lê bastante - inclusive livros técnicos e de autoajuda (se necessário for) - estuda, faz cursos, ou seja, cultiva o teu lado intelectual e adiciona valor à tua pessoa.

3. Dá mais (e melhor) de ti
Atenta-te aos outros e sê solidária (caso tenhas tempo e vocação, faz algum género de voluntariado).

4. Espalha (só) coisas boas
Sai por aí distribundoi afeto, amizade e energia positiva (porque não fazer disso a tua imagem de marca?).

5. Assume o comando da tua felicidade
Sai da tua zona de conforto e parte à conquista da tua felicidade - arrisca, expõe-te, dá-te a conhecer, declara-te, apaixona-te, ri, chora, vive, sem nunca esquecer que colhemos aquilo que plantamos.

6. Evita a toxidade
Foge a sete pés de pessoas tóxicas, negativas, egoístas, pessimistas, interesseiras, problemáticas e por aí fora.

7. Poupa-te
Aprende a filtrar e a extrair apenas o que for positivo.

8. Cultiva o desapego
Não dês tanta importância a bens materiais, já que da vida só levamos o que vivemos.

9. Toma conta de ti
Cuida do teu corpo e da tua saúde, pois ninguém mais o pode fazer por ti.

10. Ocupa-te
Descobre algo que gostes de fazer, um hobbie, e dedica-te a isso de corpo e alma.

11. Acredita em ti
Aconteça o que acontecer o caminho é para a frente e quando damos o melhor de nós o sucesso é só uma questão de tempo e oportunidade. Por isso, faz para te tornares, a cada dia, a melhor versão de ti mesma.

 

As dificuldades estão inerentes à condição humana e dependendo do que fazemos com elas, a nossa vida será mais ou menos boa. Problemas, não fui eu que os inventei nem sou eu que vou acabar com eles, por isso para que me vou estar a ralar com coisas que me ultrapassam? Uma vida feliz não é aquela que é pautada pela ausência de problemas, mas sim pela diária superação destes. Já que só se vive uma vez, que tal vivermos um dia de cada vez e enfrentarmos a vida de cara levantada, sorriso no rosto, esperança no coração e paz na alma?

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Depois de um fim de semana intenso - com passeios, tuk-tuk, dança, prova de vinhos, música, shoarma e muito calor à mistura - volto ao teu convívio com este artigo sobre um dos maiores ícones da liberdade que o mundo já conheceu e uma das figuras que mais admiro: Nelson Mandela, cujo Dia Internacional assinala-se esta segunda-feira, 18 de julho.

 

Instituída pela Assembleia Geral das Nações Unidas em novembro de 2009, esta comemoração internacional visa promover e enaltecer a tríade de valores defendidos por este meu parente sul-africano: liberdade, justiça e democracia.

 

Numa mais do que justa homenagem, partilho contigo algumas das declarações mais inspiradoras daquele que é considerado por muitos como o mais importante líder da África Negra, vencedor do Prémio Nobel da Paz e pai da moderna nação sul-africana, onde é normalmente referido como Madiba.

 

1. "É sempre impossível, até estar feito!"

2. "A educação é a mais poderosa arma que temos para conseguir mudar o mundo!"

3.  "É mais inteligente persuadir as pessoas a fazer coisas e depois levá-las a crer que foram elas que tiveram a ideia!"

4. "Uma boa cabeça e um bom coração são sempre uma combinação formidável!"

5. "Eu aprendi que a coragem não é a ausência de medo mas, sim, o triunfo sobre ele. Um homem corajoso não é o que não tem medo. É aquele que o consegue ultrapassar!"

6. "É melhor liderar na sombra e colocar outros no lugar da frente, sobretudo quando se celebram vitórias e coisas boas. Só devemos assumir a liderança quando há perigo. Nessa altura, as pessoas conseguirão valorizá-la!"

7. "Depois de subirmos a uma grande montanha, apenas descobrimos que há muitas mais para escalar!"

8. "As pessoas reagem em consonância com o modo como lidamos com elas. Se as tratarmos com violência, elas responderão de um modo violento!"

9. "Ser livre não é viver sem amarras. É viver de uma forma que respeita e que promove a liberdade dos outros!"

10. "Se quiser fazer as pazes com um inimigo, terá de trabalhar com ele. Nessa altura, ele passará a ser um parceiro!"

11. "Quando a globalização, como muitas vezes sucede, faz com que os ricos e poderosos apenas tenham novos meios de aumentar a sua riqueza e o seu poder, temos a responsabilidade de protestar em nome da liberdade universal!"

12. "O dinheiro não cria o sucesso. A liberdade é que o fará!"

13. "Mesmo que tenha uma doença terminal, não se deve sentar nem baixar os braços. Deve aproveitar a vida e desafiar o problema de saúde que tem!"

14. "Não há nada como regressar a um lugar que se mantém inalterado para descobrir até que ponto é que nós mudámos!"

15. "Nunca posso admitir que sou corajoso e que posso derrotar o resto do mundo!"

 

Meu bem, neste dia em que se inicia mais uma semana, deixa-te inspirar pela filosofia deste grande homem e faz de ti uma pessoa melhor: mais tolerante, mais humilde, mais solidária e, consequentemente, mais feliz e realizada.

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