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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida, na casa dos 30, que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!


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Esta tens que ler, pois está hilariante.

Um homem entrou numa joalharia com uma bela mulher e mandou-a escolher a joia que quisesse, sem olhar para o preço. Depois de observar atentamente as peças, a mulher escolheu um colar de ouro com diamantes e rubis, que custava 5.225€.

O homem manda embrulhar o colar, agarra num talão de cheques e começa a preenchê-lo. Ao estendê-lo, repara na cara preocupada do vendedor que examinava o cheque, e disse, em tom de gentleman:

– Vejo que está a pensar que o cheque pode não ter cobertura, não é? É natural, eu também iria desconfiar, tratando-se de uma quanta tão grande. Fazemos o seguinte: hoje é sexta-feira e o banco já fechou, mas você fica com o cheque e com a joia, vai ao banco na segunda-feira, levanta o dinheiro e manda entregar o colar em casa da senhora, ok?

Grato pela compreensão, o vendedor leva o casal até à saída e deseja-lhes um bom fim-de-semana. Na segunda-feira, o vendedor liga ao cliente para o avisar que, infelizmente, devia ter ocorrido algum erro no banco porque o cheque não tenha cobertura. Aí, ouviu uma voz meio sonolenta do outro lado:

– Não há problema! Pode rasgar o cheque que eu já comi a gaja…

Ka ka ka ka ka. Morri!

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Porque hoje começa mais uma semana, nada como adotar esta resolução: ser melhor pessoa. Não quero com isso dizer que és uma má pessoa, mas que podemos sempre melhorar a nossa maneira de ser e de estar. Afinal "para melhor muda-se sempre".

 

Se o teu objetivo é tornares-te uma pessoa melhor, então o primeiro passo será aprender a fazer melhor. E fazer melhor é algo a que todos podemos (e devemos) aspirar – onde quer que estejamos e o que quer que seja que estejamos a fazer. Essa aspiração – a melhorar constantemente, a estar sempre a mudar e a crescer, a fazer cada vez melhor – é o que nos move e nos faz avançar para a frente.

 

Deixo-te com sete desafios para os próximos sete dias. Se conseguires encará-los com coragem, respondê-los com verdade e por em prática o que aprendeste, os próximos sete dias serão a tua master class para te tornares uma pessoa melhor.

Dia 1: Como é que soo?

Co­meça o dia a ouvir as coisas que dizes – aos ou­tros e a ti pró­pria. A forma como soas é o me­lhor in­di­cador da forma como pensas. Ex­pressas negativismo ou oti­mismo? Com­pla­cência ou ale­gria? Acei­tação ou julgamento? Aprende a se­le­ci­onar os teus pen­sa­mentos e as al­te­ra­ções no teu dis­curso e com­por­ta­mento se­guir se ão. Faz de hoje o pri­meiro dia em que soas da forma como queres-te sentir.

 

Dia 2: O que ainda preciso de aprender?

Sentir que já sabes tudo o que pre­cisas de saber tira-te a ca­pa­ci­dade de aprender mais. Per­gunta a si mesma es­pe­ci­fi­ca­mente o que ainda pre­cisas de aprender. Po­derá ser aper­fei­çoar uma ha­bi­li­dade, cul­tivar um novo há­bito, atu­a­lizar o teu co­nhe­ci­mento téc­nico ou abrir-se a um novo campo de es­tudo. Se não es­tiveres dis­posta a aprender nin­guém te po­derá ajudar, mas se estiveres de­ter­mi­nada a aprender, nin­guém te segurará. Faz de hoje o primeiro dia de um novo plano de apren­di­zagem.

 

Dia 3: Como posso ser mais resoluta?

Ser mais re­so­luta passa por estar mais pre­sente, o que por sua vez te torna mais aces­sível – não apenas para os ou­tros mas também para ti pró­pria. Como David Vis­cott es­creve: "O pro­pó­sito da vida passa por des­co­brir o seu dom. O tra­balho da vida passa por de­sen­volvê-lo. O sen­tido da vida passa por con­cedê-lo." O que é que podes fazer hoje para seres mais re­so­luta, mais aces­sível e mais pre­sente? Lembra-te de que a tua his­tória conta e a tua voz in­te­ressa – e de que nasceste para criar im­pacto. Faz de hoje o dia em que co­meças a con­cen­trar-te no teu pro­pó­sito e sig­ni­fi­cado.

 

Dia 4: Como é que posso tornar-me melhor modelo?

Deves co­meçar por aprender a amar-te e a res­peitar-te a si pró­pria. É uma po­sição de pri­vi­légio, uma que lhe pede que vás mais fundo para en­tenderes o que é im­por­tante para ti e para te moldares na me­lhor pessoa que consegues ser para li­derar pelo exemplo. Não se trata de te tornares numa pessoa que não és mas sim de seres ge­nuína com quem és, com todas as tuas fra­quezas e pontos fortes, e de passar a viver a partir dessa ver­dade. Faz de hoje o dia em que co­meças a ser um mo­delo au­tên­tico. Sê tu mesma, sê a me­lhor versão de ti mesma e faz tudo com ex­ce­lência.

 

Dia 5: A quem preciso de perdoar?

A que mo­mento da tua vida pre­cisas de aplicar perdão? E onde deves deixar a raiva para trás? Quem é que te traiu, ma­goou, causou dor? Hoje podes tornar-te uma pessoa me­lhor ao co­meçares a cor­rigir os erros da tua vida. Seja con­tigo ou com outra pessoa, faz de hoje o dia para per­doar – para que possas se­guir em frente.

 

Dia 6: Como é que posso atar tudo com amor?

Foi o poeta ro­mano Ovídio que disse: "Se quer ser amado, seja ado­rável." A me­lhor forma para au­mentar o amor nas nossas vidas passa por atar tudo com amor. Ama-te a ti mesma, ama os teus amigos, a tua fa­mília, o teu par­ceiro, os teus co­legas, os teus chefes, os teus cli­entes, os teus pro­fes­sores – trata todos os que en­contras como seres hu­manos amados. Dá-te livremente sem es­perar nada em troca. Faz de hoje o dia em que atas tudo o que dizes e fazes com amor in­con­di­ci­onal. O amor é tudo.

 

Dia 7: Como posso cultivar uma atitude de gratidão?

No úl­timo dia da se­mana que dá início à tua vida me­lhor é al­tura de te focares na gra­tidão. Olha para a tua se­mana com gra­tidão pela pessoa que és e pelo que tens e pela pessoa em que te estás a tornar – e o que estás a ga­nhar. Estás feliz com o quê na tua vida? Estás or­gu­lhosa de quê? Não penses apenas sobre os factos – mas sente-te ati­va­mente grata: pelas coisas boas, pois nem todos as re­cebem, e pelas coisas más, pois dão-te força e em­patia. Faz de hoje o ponto de par­tida de um sen­ti­mento de gra­tidão que se es­tende por todos os teus dias. Sente-te grata, aprecia o que tens. Todos os dias tens uma nova opor­tu­ni­dade para seres me­lhor pessoa do que foi no dia an­te­rior. Quando prestas atenção a essas opor­tu­ni­dades e tiras o má­ximo pro­veito das mesmas, a tua re­com­pensa será uma vida de cres­ci­mento e re­a­li­zação incrível.

 

Só de escrever já me sinto melhor pessoa. Agora é por em prática estas dicas todas e investir tempo, motivação, vontade e amor. Porque amor é tudo! Não concordas?

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Hoje o tempo anda escasso - confesso que a inspiração também - por isso só passei para deixar-te com esta lista de coisas que as pessoas com força mental (normalmente) não fazem. Aponta aí:

 

1. Não perde tempo a sentir pena de si mesmo

"Sentirmos pena de nós mesmos é autodestrutivo", diz Morin, pelo que o truque para acabar com este comportamento é "afirmarmos o bem que há no mundo e começarmos a apreciar aquilo que temos".

 

2. Não abdica do seu poder

As pessoas abdicam do seu poder quando não estabelecem limites físicos e emocionais, descreve Morin, dando Oprah Winfrey como exemplo de alguém que tem um forte domínio do seu próprio poder. Tendo crescido na pobreza e sofrido abusos sexuais, Oprah "escolheu definir quem iria ser na vida não abdicando do seu poder".

 

3. Não foge da mudança

Morin descreve cinco etapas da mudança: pré-contemplação, contemplação, preparação, ação e manutenção. Seguir cada uma das etapas é fundamental, dado que fazer mudanças pode ser assustador, mas fugir delas impede o crescimento.

 

4. Não foca a atenção no que não pode controlar

"Dá uma sensação de grande segurança ter tudo sob controlo, mas pensar que temos sempre o poder de fazer as coisas acontecerem como queremos pode tornar-se problemático", avisa Morin. Tentar controlar tudo é, provavelmente, uma resposta à ansiedade.

 

5. Não se preocupa em agradar a todos

Frequentemente, julgamo-nos a nós próprios levando em conta o que outros pensam de nós - o que é o oposto da força mental. Morin elenca quatro factos sobre a tentativa de agradar a todos constantemente: é uma perda de tempo; quem tenta agradar a todos é facilmente manipulável, é normal que outros se sintam zangados ou desiludidos e ninguém consegue agradar a todos.

 

6. Não têem medo de assumir riscos calculados

Frequentemente, diz Morin, as pessoas têm medo de assumir riscos, sejam financeiros, físicos, emocionais, sociais ou relacionados com os negócios. Mas tudo depende do conhecimento. "A falta de conhecimento sobre como calcular riscos cria um medo aumentado", diz a autora.

 

7. Não se perde no passado

O passado está no passado. Não há maneira de alterar o que aconteceu e "viver no passado pode ser autodestrutivo, impedindo-nos de apreciar o presente e planear o futuro", escreve Morin. Além de não resolver nada, pode levar à depressão, alerta. Pode haver, porém, uma vantagem em pensar no passado. Pensar nas lições aprendidas, considerar os factos em vez das emoções e encarar uma situação sob uma nova perspectiva pode ser útil.

 

8. Não repete os mesmos erros

Refletir pode garantir que não repetimos os mesmos erros. É importante analisarmos o que terá corrido mal, o que podia ter corrido melhor e como fazê-lo de forma diferente na próxima vez, escreve Morin. Pessoas mentalmente fortes aceitam a responsabilidade pelo erro e criam um plano cuidadosamente redigido para evitar tornar a repetir o erro no futuro.

 

9. Não fica ressentida com o sucesso dos outros

O ressentimento é como a raiva que fica escondida e acumulada, considera esta profissional da mente. Prestar atenção ao sucesso de outra pessoa não vai contribuir para o nosso, na medida em que nos distrai do nosso percurso. Mesmo que venhamos a tornar-nos bem sucedidos, poderemos nunca sentir-nos satisfeitos se estivermos sempre distraídos com os outros.

 

10. Não desiste após o primeiro fracasso

O sucesso não é imediato e o fracasso é, quase sempre, um obstáculo que teremos de contornar. Pensar que o falhanço é inaceitável ou que significa que não somos suficientemente bons não reflete força mental.

 

11. Não tem de medo de estar sozinha

"Arranjar tempo para estarmos sozinhos com os nossos pensamentos pode ser uma experiência poderosa e que pode dar-nos ferramentas para atingirmos os nossos objetivos", escreve Morin. Tornarmo-nos mentalmente fortes "exige que reservemos tempo do dia-a-dia para nos concentrarmos no crescimento".

 

12. Não sente que o mundo lhe deve alguma coisa

É fácil sentirmo-nos zangados com o mundo devido aos fracassos ou falta de sucesso, mas a verdade é que ninguém tem direito a nada. Tudo tem de ser conquistado. "A vida não é feita para ser justa", sentencia Morin.

 

13. Não espera resultados imediatos

"Uma disposição para desenvolver expectativas realistas e a compreensão de que o sucesso não acontece da noite para o dia são necessários se quisermos atingir o nosso potencial máximo", considera Morin. As pessoas mentalmente fracas são, frequentemente, impacientes.

 

Nota: Estas dicas vieram do livro 13 coisas que as pessoas com força mental não fazem, da autoria de Amy Morin, que, além de psicoterapeuta, professora de psicologia e assistente social, sintetizou em 13 tópicos as atitudes que permitem evitar pensamentos, emoções e comportamentos destrutivos – a trilogia essencial – e desenvolver força mental para atingir o sucesso.

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Porque a vida de uma (ainda) solteira tem muito que se lhe diga, partilho contigo mais um artigo do blog Já Foste, assinado por Iandé Albuquerque, sobre a vida de uma solteira.

 

"Ela está solteira, sim, mas não sozinha! Ela tem andado muito bem com a companhia dela mesma. Ela é inteira demais para aceitar ser amada pela metade. Ela é intensa demais para aceitar gente de menos, e é por isso que ela decidiu ficar sozinha hoje. Ela passou a acreditar que é melhor estar sozinha do que mal acompanhada.

 

Ela está solteira, e está tudo bem assim. Ela não encontrou ninguém tão incrí­vel o suficiente para mudar isso. E para falar a verdade, ela anda com preguiça de procurar por aí­. Ela encontrou a si mesma e isso já é o suficiente agora. Ela não precisa de ninguém para se completar porque já está completa e nem precisa de alguém para se sentir feliz, porque ela, por si só, é o bastante.

 

Ela gosta de sair por aí­, aproveitar ao máximo o que a vida lhe oferece, mas adora apreciar um filme sozinha num sábado à noite. Ela gosta de uma boa conversa, de sentar-se numa mesa de bar a ouvir uma banda tocar enquanto conversa sobre o tempo, cinema, família, futebol, sobre o mundo, mas ela ama também por os fones, caminhar sem rumo, entrar num mundo só seu e ficar aí por um tempo, como se todo o universo ao seu redor parasse de existir.

 

Ela gosta de receber elogios, mas ama olhar-se no espelho e ter a certeza disso. Ela acha bonito acordar ao receber mensagens de "bom dia, já estou com saudades" às 6 da manhã, mas ama dormir até tarde e acordar depois das 11. Para ela, essas mensagens não fazem assim tanta falta.

 

Ela é independente, quase sempre. É vaidosa, mas tem dias em que apenas acorda, amarra o cabelo e vai. Ela é doce, mas sabe ser um tanto amarga também. Ela está solteira porque, simplesmente, decidiu estar assim.

 

Algumas deceções, mais alguns enganos. Ela tinha tudo para se fechar, mas preferiu viver e sorrir. Ela já perdeu o chão tantas vezes que acabou por aprender a flutuar. Ela perdeu o teto e aprendeu a admirar as estrelas. Perdeu alguém que não valia a pena e apaixonou-se por si mesma. Um dia ela já quis ficar nos braços de alguém, deitar no colo e nem perceber a passagem do tempo, mas hoje o que ela quer mesmo é mergulhar na vida e deixar-se levar.

 

Não adianta dizer o quanto o sorriso dela é lindo, porque ela já sabe. Não adianta prometer mil e uma coisas, porque ela sabe quando tu não serás capaz de cumprir. Ela já errou bastante, já amou bastante, já se enganou bastante. Agora ela só quer dançar, sorrir e viajar. Ela não quer mais mergulhar, anda cansada de profundezas. Ela só quer ficar na água rasa, ouvir uma boa música, sentir o mar a tocar nos seus pés e que o amor a encontre pelo caminho.

 

Ela cansou de ser só gota, agora é oceano. Sabes aquele tipo de ser que pensa demais e acaba por se magoar por antecipação? Ela já foi assim um dia. Agora ela só quer curtir sem pensar no que vai acontecer amanhã. Não há forma de imaginar o que pode acontecer amanhã, e é por isso que ela vive o hoje, intensamente.

 

Ela já esperou demais, já depositou expectativas demais em quem foi de menos, agora ela aprendeu que surpresas são bem melhores do que promessas. Depois de uma conversa com ela mesma, ela decidiu mudar algumas coisas de lugar. Empurrar a dor para o lado de fora, deixar que entre apenas aquilo que for capaz de somar. E agora, ela diz que simplesmente não quer alguém para dividir as pipocas do cinema. Isso é assim tão difícil de entender?"

 

Tocante este texto, não? Tenho que aprender a escrever assim eh eh eh!

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Há uns tempos atrás li um artigo que dizia que a ciência tinha comprovado que as pessoas com mais amigos são mais resistentes às amarguras da vida. Lembro que na altura até achei a tese interessante, mas não lhe dei grande importância. Hoje, a propósito da conversa com uma colega sobre o valor da amizade, fui resgatar o dito artigo, que agora partilho contigo.

 

Uma investigação publicada no jornal Scientific Reports assegura que as pessoas com círculos de amigos mais extensos são mais tolerantes à dor. A explicação para tal parece estar no cérebro e na libertação de endorfinas, químicos naturais que aniquilam a dor e que são produzidos pelo corpo humano, sendo igualmente responsáveis pela sensação de bem-estar e conforto.

 

"Numa dose equivalente, as endorfinas são mais potentes do que a própria morfina", explica Katerina Johnson, aluna de doutoramento na Universidade de Oxford e coautora deste estudo que se debruça sobre as redes interpessoais e os seus efeitos nos limites da dor. "O comportamento social e as ligações a outros indivíduos são realmente importantes para a nossa sobrevivência, seja estar com os nossos pais ou filhos, ajudar os outros ou ajudar alguém a defender-se", exemplifica Johnson.

 

A ter interpretado bem esta teoria, redes de amizades mais abrangentes estão associadas a uma maior tolerância à dor. Agora a pergunta que não quer calar: por onde andava a minha rede de amizades quando andei a deambular pelas tortuosas, obscuras, amargas e solitárias ruas da depressão há uns anos atrás?

 

Lembrei-me! Fui eu que os afastei porque não suportava a ideia de me virem tão acabada, tão pequena, tão desesperançosa. Achava que se presenciassem a minha dor iriam ver-me como alguém fraco e merecedor de pena. Erro gravíssimo, pois hoje tenho a certeza de que o meu fardo teria sido bem mais leve se o tivesse partilhado em vez de guardar tudo cá dentro só para mim.

 

Fica a dica: nós somos um ser social, por isso não devemos isolar-nos, muito menos quando a nossa alma padece e o nosso coração sangra. Não é à toa que se costuma dizer: "alegria partilhada, alegria a dobrar. Tristeza partilhada, meia tristeza!"

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Dado que este (nosso) espaço tem registado cada vez mais seguidores do sexo oposto, partilho hoje um artigo que retrata a versão masculina da vida de solteiro. Apesar de escrito em português das terras de Vera Cruz, penso que é claramente percetível que o drama da "solteirice" não é um exclusivo do universo feminino. Pelos vistos, aos homens a sociedade também cobra uma parceira. Espreita só o testemunho do Rafael Magalhães.

 

"E a namorada?" Alguém vai me perguntar. Aí vou sorrir e responder: "Estou solteiro!". E logo depois vem aquela cara de: "nossa, coitadinho", quando a meu ver era a hora certa da pessoa me abraçar e pularmos gritando: "Parabéns campeão!" Sabe, realmente não entendo essas pessoas que colocam o fato de encontrar uma pessoa como sendo um dos objetivos primordiais da vida. Como se a ordem natural fosse: nascer, crescer, conhecer alguém e morrer.

 

A meu ver, não é assim. As pessoas se dizem solteiras como quem diz que está com uma doença grave, alguém que precise de ajuda. Não é nada disso. Existe sim vida na "solteridão"! E das boas. E isso não quer dizer farra, putaria, poligamia ou promiscuidade. Aliás, quer dizer sim, mas só quando você tiver a fim. No mais quer dizer liberdade, paz de espírito, intensidade. E olha que escrevo isso com algum conhecimento de causa, já que tenho vários anos de namoro no currículo.

 

De verdade, do fundo do coração, eu estou muito bem solteiro. Acho até que melhor que antes. Gosto de acordar pela manhã sem saber como vai terminar meu dia. Gosto da sensação do inesperado, da falta de rotina e de não ter que dar satisfação. Gosto de poder dizer sim quando meu amigo me liga na quinta-feira perguntando se quero viajar com ele na manhã seguinte. De chegar em casa com o sol nascendo. De não chegar em casa às vezes. De conhecer gente nova todos os dias. De não ter que fazer nada por obrigação. De viver sem angústia, sem ciúme, sem desconfiança. De viver.

 

Acredito que todo mundo precisa passar por essa fase na vida. Intensamente, inclusive. Sabe, entendo que talvez essa não seja sua praia. Ou talvez você nunca vá saber se é. Eu mesmo não sabia que era a minha, e veja só hoje sou surfista profissional. O que percebo são pessoas abraçando seus relacionamentos como quem segura uma bóia em um naufrágio. Como se aquela fosse sua última chance de sobrevivência. Eu não quero uma vida assim. Nessa hora talvez você queira me perguntar: "Mas e aí? Vai ficar solteirão para sempre? Vai ser assim até quando?" E eu vou te responder com a maior naturalidade do mundo: "Vai ser assim até quando eu quiser".

 

Quando encontrar alguém que seja maior que tudo isso, ou talvez alguém que consiga me acompanhar. E não venha me dizer que aquele relacionamento meia boca seu é algo assim. O que eu espero é bem diferente. Quando se gosta da vida que leva, você não muda por qualquer coisa. Então para mim só faz sentido estar com alguém que me faça ainda mais feliz do que já sou, e como sei que isso é bem difícil, tenho certeza que o que chegar será bem especial. E se não vier também está tudo bem, sabe? Eu realmente não acho que isso seja um objetivo de vida. Não farei como muitos que se deixam levar pela pressão da sociedade.

 

Tanta gente namorando pra dizer que namora, casando pra não se sentir encalhado, abdicando da felicidade por um status social. Aí depois vem a traição, vem o divórcio, a frustração e todo o resto tão comum por aí. Não, não. Me deixa quietinho aqui com minha vida espetacular. Pra ser totalmente sincero com você, a real é que não é sua situação conjugal que te faz feliz ou triste.

 

Conheço casais extremamente felizes e outros que estão há anos fingindo que dão certo. Conheço gente solteira que tem a vida que pedi para Deus e outros desesperados baixando aplicativos de paquera e acreditando que a(o) ex era o grande amor e que perdeu sua grande chance. Quanta bobagem.

 

A verdade é que só você mesmo pode preencher o seu vazio e colocar essa missão nas mãos de outra pessoa é pedir pra ser infeliz. Conheço sim vários casais incríveis, assim como tantos outros que não enxergam que estão se matando pouco a pouco. Só peço que não deixem que o medo da solidão faça com que a tristeza pareça algo suportável. Viver sozinho no início pode parecer desesperador, mas de tanto nadar contra a maré, um dia você aprende a surfar. E te digo que quando esse dia chegar, você nunca mais vai se contentar em ficar na areia. Desse dia em diante só vai servir ter alguém ao seu lado se este estiver disposto a entrar na água com você."

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Este artigo de janeiro tem tido tanta procura nestes últimos dias que decidi voltar a publicá-lo - só esta quarta-feira, 18 de maio, este meu (e nosso) blog registou 7098 visitas. Baseado num texto da Ruth Manus, publicado na Revista Pazes, o artigo A triste geração que virou escrava da própria carreira retrata de forma nua, crua e fiel a realidade atual da geração profissionais bem sucedidos.

 

"E a juventude vai escoando entre os dedos.
Era uma vez uma geração que se achava muito livre.
Tinha pena dos avós, que casaram cedo e nunca viajaram para a Europa.
Tinha pena dos pais, que tiveram que dar o duro em empreguinhos ingratos e suar muitas camisas para pagar a renda, a escola e as viagens em família para pousadas no interior.
Tinha pena de todos os que não falavam inglês fluentemente.
Era uma vez uma geração que crescia quase bilíngue. Depois vinham noções de francês, italiano, espanhol, alemão, mandarim.
Frequentou as melhores escolas.
Entrou nas melhores faculdades.
Passou no processo seletivo dos melhores estágios.
Foram efetivados. Ficaram orgulhosos, com razão.
E veio pós, especialização, mestrado, MBA. Os diplomas foram subindo pelas paredes.
Era uma vez uma geração que aos 20 ganhava o que não precisava. Aos 25 ganhava o que os pais ganharam aos 45. Aos 30 ganhava o que os pais ganharam na vida toda. Aos 35 ganhava o que os pais nunca sonharam ganhar.
Ninguém os podia deter. A experiência crescia diariamente, a carreira era meteórica, a conta bancária estava cada dia mais bonita.
O problema era que o auge estava cada vez mais longe. A meta estava cada vez mais distante. Algo como o burro que persegue a cenoura ou o cão que corre atrás do próprio rabo.
O problema era uma nebulosa na qual já não se podia distinguir o que era meta, o que era sonho, o que era gana, o que era ambição, o que era ganância, o que necessário e o que era vício.
O dinheiro que estava na conta dava para muitas viagens. Dava para visitar aquele amigo querido que estava em Barcelona. Dava para realizar o sonho de conhecer a Tailândia. Dava para voar bem alto.
Mas, sabes como é, né? Prioridades. Acabavam sempre ficando ao invés de sempre ir.
Essa geração tentava convencer-se de que podia comprar saúde em caixinhas. Chegava a acreditar que uma hora de corrida podia mesmo compensar todo o dano que fazia diariamente ao próprio corpo.
Aos 20: ibuprofeno. Aos 25: omeprazol. Aos 30: rivotril. Aos 35: stent.
Uma estranha geração que tomava café para ficar acordada e comprimidos para dormir.
Oscilavam entre o sim e o não. Você dá conta? Sim. Cumpre o prazo? Sim. Chega mais cedo? Sim. Sai mais tarde? Sim. Quer se destacar na equipa? Sim.
Mas para a vida, costumava ser não:
Aos 20, eles não conseguiram estudar para as provas da faculdade porque o estágio demandava muito.
Aos 25, eles não foram morar fora porque havia uma perspectiva muito boa de promoção na empresa.
Aos 30, eles não foram no aniversário de um velho amigo porque ficaram até as 2 da manhã no escritório.
Aos 35, eles não viram o filho andar pela primeira vez. Quando chegavam, ele já tinha dormido, quando saíam ele não tinha acordado.
Às vezes, choravam no carro e, descuidadamente começavam a se perguntar se a vida dos pais e dos avós tinha sido mesmo tão má como parecia.
Por um instante, chegavam a pensar que talvez uma casinha pequena, um carro popular dividido entre o casal e férias num hotel quinta pudessem fazer algum sentido.
Mas não dava mais tempo. Já eram escravos do câmbio automático, do vinho francês, dos resorts, das imagens, das expetativas da empresa, dos olhares curiosos dos "amigos".
Era uma vez uma geração que se achava muito livre. Afinal tinha conhecimento, tinha poder, tinha os melhores cargos, tinha dinheiro.
Só não tinha controlo do próprio tempo.
Só não via que os dias estavam passando.
Só não percebia que a juventude estava escoando entre os dedos e que os bónus do final do ano não comprariam os anos de volta."

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Mulher poderosa! Este conceito começa e acaba na autoconfiança, a meu ver, uma das chaves para a felicidade. Como a descreveria? Como alguém que se aceita exatamente como é - com todos as qualidades e defeitos. Como alguém que assume, sem titubear ou lamentar, o seu lugar no mundo e na sociedade. Como alguém que pode não ter tudo o que quer, mas quer tudo o que tem. Como alguém que batalha todos os dias para ser mais e melhor - mais e melhor ser humano, mais e melhor mulher, mais e melhor cidadã, mais e melhor parente, mais e melhor companheira, mais e melhor amiga, mais e melhor colega, mais e melhor progenitora, mais e melhor amante, mais e melhor tudo. Como alguém que tem plena consciência que a vida nem sempre é justa, que (algumas) pessoas dececionam, que poucos amores são eternos, que amigos vão e vem, que desafetos fazem parte da vida, que problemas servem para serem superados, que situações difíceis ajudam-nos a amadurecer, que "o que não mata nos torna mais fortes". 

 

Enfim... poderia passar o post inteiro a enumerar as caraterísticas inerentes à minha perceção de mulher poderosa. Por ora, vou atentar-me aos 12 mandamentos de uma pessoa bem resolvida consigo e com o mundo ao seu redor:

 

1. Não abras mão de uma BFF: Tem uma amiga confidente e que te dê dicas sinceras e valiosas – mesmo que dolorosas – sobre qualquer assunto.

 

2. Cultiva a positividade: Tenta sorrir mais, rir com gosto e animar os outros ao teu redor. Nós recebemos aquilo que damos.

 

3. Não abras mão do amor: O amor vale sempre a pena e torna a vida mais doce. Por isso, encontra um homem com quem queiras ser feliz o resto da vida e faz dele a mais feliz das criaturas.

 

4. Aposta na descrição: Tenta ser o mais discreta em relação à tua vida pessoal, especialmente nas redes sociais. Nesse capítulo, mais é melhor.

 

5. Corre riscos: Se já não és feliz no trabalho, numa relação ou seja lá no que for não tenhas medo de mudar de área, de empresa, de colegas, de amigos e até de amor. Coisas boas geralmente acontecem fora da nossa zona de conforto.

 

6. Pratica o perdão: Perdoar é um bálsamo para a alma e um sossego para o espírito. Perdoar uma traição depende unicamente de ti. Por mais que a opinião daqueles com quem convives possa ser importante, a decisão será sempre tua.

 

7. Cuida da tua imagem: Investe em exercício físico, alimentação saudável, tratamentos estéticos e tudo o mais que possa contribuir para uma aparência agradável, saudável e apelativa. Em matéria de acessórios, carteiras, óculos, relógios e perfumes, são o quarteto onde vale a pena gastar um pouco mais.

 

8. Sofre, mas apenas o necessário: Não é vergonha sofrer pelo fim de uma relação. Mas é preciso saber parar, levantar a cabeça e seguir em frente. Hoje dói menos do que ontem e mais do que amanhã.

 

9. Não percas tempo com quem já foi: Se é ex por algum é… por isso não interessa saber o que quer que seja sobre ele. Tanto faz que esteja solteiro, casado, noivo, ele já não faz parte da tua vida.

 

10. Inspira-te nos outros: Procura inspiração em alguém que admires. Existem tantos exemplos de mulheres de sucesso e independentes que vale a pena "copiar".

 

11. Traça um plano para a tua vida: Pensa também num plano B (ou C e até D, afinal o alfabeto vai até Z), uma mulher prevenida vale por duas.

 

12. Poupa-te a stress desnecessários: Só inicies uma discussão se tiveres a certeza de que não vais terminá-la a chorar – e a gritar- e que dure apenas 5 minutos.

 

Agora que já sabes os truques todos para te transformares numa super woman, mãos à obra. Se te serve de motivação extra, fica a saber que poucos homens (com H, claro!) conseguem resistir a uma mulher poderosa.

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Hoje partilho contigo um artigo da colega Paula Cosme Pinto, autora do blog A vida de saltos altos, sobre a (não) gravidez depois dos 30 anos. Simplesmente fenomenal, pois ela fala por todas nós que dia sim - e outro também - temos que levar com esse tipo de interrogatório só porque (ainda) não enveredamos pelo caminho da maternidade.

 

"Faço parte daquela geração que já passou dos 30 e que não tem filhos. Faço também parte daquele grupo de mulheres que até estão numa relação duradoura, com uma situação económica estável e sem problemas de saúde de maior. Posto isto, volta não volta (e estas voltas acontecem muito frequentemente), surge a questão: mas afinal quando é que engravidas? A resposta é simples: vocês não têm nada a ver com isso!

 

Depois do clássico "quando é que te casas?", durante os vinte, esta é a pergunta que se impõe à larga maioria das mulheres quando passam dos trinta. Como se nos transformássemos num bicho estranho por não estarmos a contribuir para a taxa da natalidade, principalmente quando a nossa vida aparentemente até "está tão bem encaminhada". O que muita gente não percebe é que esta pergunta pode ser muito inconveniente, ou até mesmo dolorosa. E foi isso que Emily Bingham, 33 anos, quis mostrar ao publicar no seu perfil de Facebook uma foto de uma ecografia, com um texto que se tornou viral nas últimas duas semanas.

 

Se ainda não se cruzaram com ele, deixo-vos as primeiras palavras desta jornalista de Michigan: "Olá a todos!!! Agora que consegui captar a vossa atenção com esta ecografia aleatória que saquei do Google, vou usá-la como um lembrete para o facto de que os planos reprodutivos dos outros NÃO SÃO DA VOSSA CONTA".

 

Emily relembra que antes de se fazer a típica pergunta sobre quando é que alguém começa uma família, deveríamos todos ter em conta que há imensos casais com problemas de fertilidade, muitas vezes há anos em tratamentos deveras dolorosos, tanto fisicamente como emocionalmente. Por cá, por exemplo, um estudo realizado pelo presidente do Colégio de Especialidade de Ginecologia e Obstetrícia da Ordem dos Médicos e pela investigadora Ana Santos, revelou que nove a dez por cento dos casais (entre 260 e 292 mil casais portugueses) têm problemas de infertilidade ao longo da vida. Acreditem: ninguém vai andar a apregoar aos quatro ventos que tem este problema, portanto pensem duas vezes antes de pressionar um casal com esta pergunta tão desnecessária. Quando eles engravidarem, vocês irão saber.

 

Não esquecer: há quem simplesmente não queira ter filhos

Mas há mais razões: a jornalista americana relembra também a quantidade crescente de mulheres que abortam durante as primeiras semanas da gravidez (aquelas em que ainda é suposto manter segredo) e que, mais uma vez, nunca chegam a partilhar com ninguém o que aconteceu. Convenhamos, sejam seis ou dezasseis semanas, é sempre uma perda dolorosa. Emily relembra ainda que há imensas pessoas com problemas de saúde que não são compatíveis com uma gravidez saudável, tal como há pessoas que estão a passar por fases mais stressantes das suas vidas profissionais e por problemas económicos, todos eles fatores que pesam aquando de uma gravidez planeada. Já agora, também convém não esquecer: há muitas pessoas que simplesmente não querem ter filhos. E ninguém tem nada a ver com isso.

 

"Há perguntas à partida inocentes que podem causar sofrimento, stress e frustração extra, lembrem-se disso quando decidirem fazer esta", frisa Emily no seu post viral. Um texto que já conta com 76 mil partilhas e mais de 57 mil comentários, na sua larga maioria de pessoas que aplaudem as palavras da jornalista e que se revêm nas múltiplas situações que ela expõe.

 

Quando tiverem a 'pergunta dos filhos' debaixo da língua, lembrem-se das palavras de Emily Bingham: "Metam-se na vossa vida, simplesmente vocês não têm nada a ver com isso."

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Depois de uns dias offline (em viagem de trabalho), regresso ao teu convívio com este artigo sobre algumas feridas emocionais da infância, mas que persistem quando somos adultos. Inspirada por uma publicação do Psiconlinews, posso dizer que dificilmente conheço um adulto que não tenha um drama (ou trauma), ou pelo menos uma questão mal resolvida, com algo que vivenciou na infância e que o acompanhou até à idade adulta.

 

Os problemas vividos na infância muitas vezes provocam cicatrizes emocionais que condicionam a nossa qualidade de vida quando adultos. Por experiência própria sei que há coisas que nos marcam para sempre. Mas também sei que, com vontande, motivação, força, fé e foco, é possível ir superando cada uma delas, um dia de cada vez. Que a vida não é mais do que isso, um dia de cada vez.

 

Este artigo aborda cinco feridas emocionais ou experiências dolorosas da infância, que, aliadas a uma parte da nossa personalidade, nos ajudará a observar, a analisar e a superar as nossas próprias feridas:

 

O medo do abandono

A solidão é o pior inimigo para quem foi negligenciado ou abandonado na infância. Quem já sofreu abandono tende a abandonar prematuramente os outros com quem mantém um relacionamento ou projetos de vida por medo de ser abandonado novamente.

Pessoas que têm feridas emocionais de abandono na infância precisam trabalhar o medo da solidão, o medo de ser rejeitado e as barreiras invisíveis ao contato físico.
Este tipo de mazela emocional não é fácil de curar, porém, consegue-se perceber uma melhora quando o medo da solidão começa a desaparecer dando lugar a um diálogo interno positivo e esperançoso.

 

O medo da rejeição

O medo da rejeição é uma das feridas emocionais mais profundas, porque implica na rejeição de nós mesmos, do nosso interior, ou seja, das nossas experiências, dos nossos pensamentos e dos nossos sentimentos.

Quem que tem medo de ser rejeitado não se sente digno de receber afeto ou de ser compreendido e por isso se isola no seu vazio interior. Os que sofreram rejeição costumam ser evasivos e por isso é necessário trabalhar os seus temores, os medos internos e as situações que geram pânico.

Se este for o teu caso, ocupa o teu lugar no mundo, arrisca, toma as tuas próprias decisões. Pouco a pouco vais perceber que vais ficando menos incomodado se alguém se afastar ou se esquecer de ti em algum momento. O importante é não levar as coisas a peito.

 

A humilhação

Esta ferida surge quando, em algum momento, sentimos que outros nos desaprovam ou nos criticam. Pode-se gerar este tipo de trauma nos filhos se lhes dissermos que são feios, maus, estúpidos ou se os compararmos às outras crianças.

Esta é uma das coisas que mais destrói a autoestima de uma criança e que marca para toda a vida. Passei por isso, pelo que ninguém melhor do que eu para dizer o quanto dói, fere e traumatiza.
As feridas emocionais de humilhação geram uma personalidade dependente. Além disso, como mecanismo de defesa, a criança pode aprender a ser "tirana" e egoísta além de repetir as humilhações humilhando outros.

Ter sofrido este tipo de experiência requer que trabalhemos a nossa independência, nossa liberdade, a compreensão das nossas necessidades e medos, assim como as nossas prioridades.

 

A traição e o medo de confiar

Surge quando a criança se sente traída por um de seus pais, principalmente no incumprimento de promessas. Tal situação cria uma desconfiança que pode ser transformada em inveja e em outros sentimentos negativos por não se sentirem merecedores do que foi prometido ou das coisas que outras pessoas possuem.

Sofrer uma traição na infância constrói uma pessoa controladora. Se sofreste estes problemas na infância, provavelmente sentes necessidade de exercer algum controlo sobre os outros, o que normalmente se justifica como sendo uma personalidade forte.

Pessoas assim tendem a confirmar seus erros por meio das suas ações. Para curar as feridas emocionais da traição, é necessário trabalhar a paciência, a tolerância e o saber viver, assim como aprender a estar sozinho e a ter responsabilidades.

 

A injustiça

A injustiça como ferida emocional se é gerada num ambiente onde os cuidadores primários são frios e autoritários, isso porque uma exigência exagerada de exercer limites gera sentimentos de impotência e inutilidade, tanto na infância como na idade adulta.

A consequência direta da injustiça na conduta daqueles que a sofreram é a rigidez, pois estas pessoas tendem a querer ser muito importantes e adquirir grande poder. Além disso, é provável que a pessoa desenvolva um fanatismo pela ordem e pelo perfecionismo, bem como a incapacidade de tomar decisões com confiança.

Requer trabalhar a desconfiança e a rigidez mental, criando o máximo de flexibilidade e permitindo-se confiar nos outros.

 

Agora que já sabes mais qualquer coisinha sobre algumas feridas emocionais que podem afetar o teu bem-estar, a tua capacidade de te desenvolveres como pessoa e até a tua saúde, é hora de começar a saná-las. Isso faz-se através da aceitação, da superação, mas sobretudo, do perdão. Há que perdoar aqueles que nos infligiram estas dores. Há que perdoar a nós mesmos. Só assim conseguimos aliviar o nosso coração, acalmar o nosso espírito e descansar a nossa alma. Só assim conseguimos ser melhores para nós e para os outros. Só assim conseguimos evoluir.

 

Pensa nisso!

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