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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!


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A primeira felicitação do dia chegou pelas "mãos" da equipa do Facebook, a quem agradeço a dedicatória. Apesar de saber que a mensagem é automática e padronizada, portanto impessoal, o que conta é a intenção.

 

Desejo de todo o coração que os votos deles se cumpram e que este seja verdadeiramente o meu melhor ano de sempre. Da minha parte fica o compromisso de que tudo farei para que assim seja!

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29
Nov15

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É só uma questão de horas até que eu entre, definitiva e irremediavelmente, no meu 38º aniversário. A caminhada para os 40 faz-se agora em contrarrelógio, para mal dos meus pecados. Não penses que me sinto deprimida com isso. Longe disso. Já que o calendário não nos pede licença para seguir em diante, mais vale encararmos mais um ano biológico como uma nova oportunidade para tocarmos a nossa vida, lutarmos pelos nossos sonhos e tornarmo-nos melhores seres humanos.

 

À semelhança de muitos mortais, por estes dias ando mais reflexiva, introspetiva mesmo, a matutar sobre o ano que agora finda, sobre o outro que está à porta, mas sobretudo sobre a (eminente, porém inevitável) aterragem na casa dos "entas", um marco importantíssimo na vida de qualquer pessoa (penso eu de que… como costuma dizer o bom e velho Pinto da Costa – sou portista fazer o quê?).

 

E uma das coisas nas quais tenho pensado bastante nestes dias é em Deus, melhor dizendo, na minha (não) relação com Ele, de quem nunca me senti filha, mas que me faz tanta falta como se de um verdadeiro pai se tratasse.

 

A propósito disso, convém eu recuar umas semanas atrás, até um episódio passado na paragem do 774 das Amoreiras. Estava eu sentada, com uns quantos sacos de compras aos meus pés, que era dia de providenciar o abastecimento da despensa e do frigorífico, quando se abeiram da minha pessoa duas beatas – aquelas que andam pelas ruas com folhetos da Bíblia na mão, a abordar os incautos e a tentar "recrutá-los" para a sua causa (que sabemos bem que não é apenas religiosa).

 

As ditas senhoras vendo em mim um alvo fácil, também pudera com aquela minha cara de paisagem, digna de uma órfã de companhia humana (nenhuma vivalma por perto), musical (o maldito do ipod sem bateria) e digital (o meu smartphone de smart pouco tem). Após o "boa tarde" da praxe (educado, há que admitir), entram a matar: "Quem é que a menina acha que manda no mundo? Deus ou os homens?"

 

Com a paciência a perigar, mas atenta à consideração que todos aqueles que estão a tentar garantir o seu ganha-pão merecem, penso logo numa frase educada, porém letal, para dar por encerrada a abordagem. Só que aquele bicho que habita em mim e que me faz ter (quase) sempre uma resposta na ponta da língua, aliado ao facto de na minha profissão não responder é sinal de incompetência, sai-me esta: "Acho que o mundo é de Deus, mas quem manda nele são os homens!"

 

É precisamente a partir deste ponto que quero incidir este post. Quem é para mim Deus, quem sou eu para Ele e o que representamos na vida um do outro.

 

Para tua informação eu não poderia ser mais católica apostólica romana. Inputs religiosos foi o que nunca faltou durante a minha vida: fui batizada logo às primeiras semanas de vida, fui à catequese, fiz a primeira comunhão, crismei, fiz leitura na missa, assisti a ordenação de padres e até fui ver o papa João Paulo II quando visitou o arquipélago da morabeza, a minha terra encantada.

 

Como podes ver formação mais cristã não poderia ter tido. A minha família, de ambos os lados, não poderia ser mais religiosa. Costumo dizer, meio a brincar meio a sério, que a minha avó (pelo lado de mãe), no dia em que for liberado o sacerdócio às mulheres, ela será com toda a certeza a primeira a ser ordenada, tamanha a sua devoção à Santa Igreja.

 

Tendo em conta o acima exposto, o expetável seria eu ter uma ligação natural e inata com o divino. Mas o facto é que não sinto nenhuma conexão com o Todo-Poderoso e com o Seu staff. Na verdade nunca senti, ainda que, por tantas vezes, tenha forçado a coisa.

 

Sou a ovelha negra da família porque não vou à Igreja, mas sobretudo porque não digo ámen a todos os ensinamentos e mandamentos da Santa Sé. Os restantes membros da minha prole assumem uma fé em Nosso Senhor à prova de tudo. Como cristãos exemplares que são vão à missa, possuem um terço, rezam antes de se deitarem, andam com pagelas de santos na carteira, mandam rezar missa, fazem promessas, pagam promessas, visitam santuários, e no seu dia-a-dia invocam o nome d’Ele sem qualquer pudor. Contam com a sua graça nas horas de aperto, confiam na sua proteção nos instantes de aflição e agradecem a sua bênção nos momentos de glória.

 

Nem imaginas como os invejo. Tomara eu conseguir acreditar nessa figura omnipotente e omnipresente, bem como na sua infinita sapiência e eterna misericórdia. Sinto falta de algo assim na minha vida. Mesmo! Essa presença espiritual, transcendental, metafísica, divina, que a tanta gente dá alento, faz acreditar no impossível, desafiar o inimaginável e superar o impensável.

 

Talvez por ser portadora de um espírito demasiado inquiridor, de uma inquietice acutilante; talvez por não ter sido programada para reagir ao modo "fé"; talvez por ser uma filha desnaturada ou quiçá por ter como pai um Deus menor e ausente.

 

Agora diz-me o que deve fazer uma pessoa completamente alheia à fé, mas que carrega consigo um vazio na alma que só o espiritual consegue preencher?

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Por estes dias a minha colega de casa Natalie partilhou comigo no facebook o vídeo de uma música, com a seguinte legenda "ouve lindo". Confesso que só cliquei no link por cortesia, mas no momento em que se me chegam aos meus ouvidos os primeiros acordes da música London, fiquei, absolutamente e irremediavelmente, fascinada. Pelo cantor, pelo seu timbre de voz, único e inebriante; pela sua história de vida; pelo facto de ser "parente" meu; enfim... (até à data) não descobri nem um único motivo que pudesse perigar essa minha admiração por Benjamin Clementine, músico inglês, de coração parisiense (ai esse meu fraquinho por tudo que cheire a Gália).

 

Simplesmente brutal!

 

Coincidência ou não, agora há pouco deparei-me com um artigo do Público, que conseguiu, de forma soberba, traduzir em palavras tudo que as canções dele despertam na minha pessoa.

 

Escusado será dizer que agora só dá Clementine no meu ipod, por isso, meu bem, recomendo-te entusiasticamente que cliques no vídeo acima e te dês a oportunidade de te deixares envolver por algo com que não se depara todos os dias.

 

Que a música do Clementine invada o teu coração com a sua genialidade, inunde a tua alma com a sua magia e ilumine o teu dia com a sua simplicidade. Boa escuta e um ótimo fim de semana.

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26
Nov15

Amar dá trabalho

por LegoLuna

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Hoje trago um texto giro q.b. com que me deparei há pouco na rede e que espelha de uma forma realista e engraçada o drama de uma solteira empedernida, como é o meu caso. Importa referir que este post não é um manifesto anti-amor, bem pelo contrário, é um testemunho de como a nossa vida ganha mais sabor quando a ela acrescentamos uma pitada do sentimento-mor.

P.S. - Como o texto original está em brasileiro, tomei a liberdade de "aportuguesá-lo" um pouco, não vã dar-se o caso de também tu não seres propriamente fã da gramática dos nossos irmãos.

 

"Se não queres ter mais trabalho na vida, então continua fugindo do amor. Eu tive uma colega de trabalho que corria de namoro. Ela tinha dois empregos, uma pós-graduação e um cão. Dizia que não cabia mais nada na vida e na cabeça. E não devia caber mesmo. No dia que começou a namorar, conversamos por mensagem e quando perguntei o que tinha acontecido com aquela teoria, respondeu: "descobri que tinha espaço no coração". Achei tão bonito. Até quem foge acaba encontrando.

Tem dias que amar é muito chato. Dá dor de barriga, de estômago, de cabeça… Quando estou esperando uma mensagem, sinto o meu estômago embrulhar. Quando não sei o que responder, meu coração vai na boca. Se estou na porta de casa esperando para o primeiro encontro, dá-me vontade de fazer xixi. Quando estou encantada com o que a pessoa está dizendo, meus olhos brilham, pisco um milhão de vezes. Se você tem preguiça de sentir, run run, porque amar é como ficar doente sem saber exatamente o que se está sentindo.

Não escrevo desmerecendo as relações. Pelo contrário: admiro os que se doam. Hás-de concordar comigo: só de ESTAR numa relação, já te comprometeste a dar atenção, carinho, amor… Suprir as expetativas do outro não é fácil. Relacionar-se é ser duplamente forte. É ficar duplamente triste. Duplamente feliz. E continuar sendo um só. Amar é segurar as pontas duas vezes. Tem que ser forte para sobreviver às exigências que a convivência coloca na tua cara. Porque se quer conto de fadas, vai assistir Disney Channel. Amar exige esforço sim. Só que, em compensação, traz muito alívio e vontade de viver."

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25
Nov15

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Digam o que disserem sobre o XXI Governo Constitucional de Portugal: que o António Costa é um usurpador, que quem ganha nas urnas deve (e merece por mérito próprio) governar, que se o povo quisesse um governo de esquerda teria votado num, enfim... Todos argumentos legítimos, logo perfeitamente aceitáveis, mas que em nada acrescentam à realidade política nacional.

 

Intrigas da oposição à parte, o facto é que o Costa (ai Costinha) ainda nem tomou posse e já introduziu duas mudanças que a direita jamais soube (ou devo dizer, quis) efetuar: a primeira prende-se com a nomeação (inédita e inesperada) de uma negra - como deves compreender esta é uma questão que me toca particularmente - para um cargo ministerial. Refiro-me a Francisca Van Dunem, nascida em Angola há 60 anos, e que até aqui desempenhava funções de procuradora-geral distrital de Lisboa. A segunda atende pelo nome de Sofia Antunes, a nova secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, que ficará para sempre na história como a primeira secretária de Estado cega ou invisual (como preferirem). Antes de chegar ao Governo, Sofia Antunes, de 34 anos, presidia à Associação dos Cegos e Amblíopes e era provedora do cliente na Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL).

 

Não sei se por ter o pé numa antiga colónia, não sei se por não ser caucasiano puro, não sei se por ter sido discípulo de Sócrates, não sei se por ser mais sensível às minorias, não sei se pela natureza do acordo político que permitiu a formação deste governo, a verdade é que o recém-indigitado premier já está a promover bons e auspiciosos ventos da mudança.

 

E esta mulher aqui, apartidária, mas com um fraco pela esquerda, deseja toda a sorte e felicidade ao novo executivo que tomará posse amanhã, dia 26 de novembro de 2015.

 

Agora diz-me companheira se há ou não motivo para aguardarmos esperançosos pelo desenrolar dos próximos acontecimentos? Independentemente da tua crença política ou da tua cor partidária, uma coisa tens que reconhecer: dificilmente levaremos com mais do mesmo. Bah oui!

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23
Nov15

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Qual de nós nunca viveu o drama de querer acabar uma relação, mas por respeito ao sentimento do outro, passou dias a tentar encontrar a melhor forma de o fazer? Hoje em dia há uma solução, bem simples até, e bastante menos desgastante do ponto de vista emocional.

 

O primeiro passo é escolher como se quer terminar a relação: carta, e-mail, SMS ou telefonema. Depois basta desembolsar uma certa quantia, irrisória se pensarmos que se estará prestes a destroçar o coração de outra pessoa, e voilá!, a relação acabou.

 

Pode parecer insólito, mas trata-se da mais recente proposta da The Breakup Shop, que a partir de 9,40 euros, encarrega-se de fazer pelo cliente este penoso serviço.

 

O mais curioso é que a empresa foi criada com base na ideia de que todas as pessoas merecem estar solteiras. Além disso, é sublinhado que é bom as pessoas terem noção do que significa o fim de um relacionamento. A lógica que os irmãos canadianos, Mackenzie e Evan, seguiram foi: se há serviços para juntar pessoas porque não existirem serviços que as separem.

 

Assim até parece fácil, mas ambas sabemos que não é, muito pelo contrário, tudo que envolve afetos é por demais complexo. Mas que a ideia é inovadora e facilitadora, lá isso é. Nem quero imaginar se a moda pega por estas bandas...

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21
Nov15

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Ainda na réplica do post anterior, alusivo ao Dia Nacional do Pijama, o de hoje aprofunda ainda mais a questão do dormir sem roupa, prática da qual assumo ser adepta incondicional. Para mim, sempre foi mais do que óbvio as vantagens inerentes a este hábito, mas agora é um jornal norte-americano, minimamente digno de confiança, que vem "certificar" este facto.

 

De acordo com o Huffington Post, dormir (completamente) nu traz pelos menos quatro benefícios a curto/médio prazo. Vejamos:

- Dormimos melhor: o corpo costuma baixar a sua temperatura durante o período em que descansamos. Os pijamas (principalmente os mais fofinhos) mantêm o corpo demasiado quente, impedindo o organismo de atingir a temperatura ideal. Este desequilíbrio faz com que tenhamos um sono mais leve e um menor período de descanso absoluto durante a noite.

- 'Pele com pele' ajuda a relaxar: "o contato pele com pele reduz a pressão arterial, diminui os níveis de stress e deixa-nos mais felizes", escreve o órgão no seu site.

- Ficamos mais apaixonados: um inquérito feito a 1000 casais britânicos revelou que aqueles que dormiam nus eram os que estavam mais contentes com as suas relações amorosas. Apenas 15% daqueles que dormem de pijama disseram estar satisfeitos com o seu parceiro.

- Um ambiente mais 'limpo': dormir com cuecas, bóxer, calças ou calções ajuda a criar um ambiente quente e húmido, ideal para o desenvolvimento de batérias, explica a mesma fonte.

 

A esses benefícios acrescento outros tantos, comprovados por experiência própria:

- Ganhamos pontos perante o sexo oposto: macho que é macho fica em brasas quando toma conhecimento de que uma mulher tem por hábito durmir nua (falo com total conhecimento de causa), já que associam essa ousadia a outros campos (se é que me estás a entender).

- Poupamos dinheiro: ao cortar nas despesas com a roupa de dormir, ficamos com mais verbas para gastar noutros itens, como lingerie, malas, sapatos, assessórios e por aí adiante (opções é o que não hão de faltar com certeza).

- Marcamos posição perante as outras mulheres: quando assumimos para as nossas amigas, colegas ou conhecidas que preferimos dormir sem roupa, das três uma: ou ficam mordidas de inveja, ou denotam admiração pela audácia ou demonstram curiosidade. O facto é que ninguém fica indiferente.

- Mais liberdade de movimento: o contato direto da pele com o lençol (de preferência de cetim ou 100% algodão), aliado ao facto de não termos nada a prender-nos os movimentos, faz com que desfrutemos de uma sensação única de liberdade durante o sono. Podemos dar as voltas que quisermos na cama, que não haverá nada a condicionar-nos.

 

Se como eu és avessa a dormir vestida, então não preciso dizer-te que esta prática goza de boa saúde e recomenda-se. Se (ainda) não aderiste, é mais do que hora de saires da tua zona de conforto e experimentar. Afinal, que terás a perder? De que nos vale o estatuto de solteira se não for para ousarmos e nos distanciarmos da classe acasalada?

 

Mas uma coisa te digo: se nascemos nus é porque podemos perfeitamente viver (nesse caso dormir), au naturel, como dizem os franciús. E com esta retiro-me de cena com a sensação do dever cumprido e a esperança de que tenha conseguido angariar um novo membro para o nosso clube dos 'sem pijama'.

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20
Nov15

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Com que então em terras lusas comemora-se hoje, 20 de novembro, o Dia Nacional do Pijama. Confesso que esta é uma novidade para mim, e se não fosse uma amiga ter-me dito isso há pouco no ginásio continuaria na minha santa ignorância.

 

A efeméride até é louvável, já é um dia em que as crianças pequenas lembram, anualmente, a todos que "uma criança tem direito a crescer numa família". Neste contexto, o desafio é as pequenas criaturas irem vestidas de pijama para a escola e passarem, assim, o dia, em atividades educativas e divertida até regressarem a casa.

 

Já agora porque não instituir também um dia para o corno, para a encalhada, para o incompetente, para o azarado e por aí adiante? Não me entendas mal, que eu não tenho nada contra esta peça de roupa chamada pijama. Se bem que não seja um artigo que diga muito à minha pessoa, já que prifiro dormir au naturel.

 

E você meu bem, é adepta desta peça de roupa? Se sim, qual a sua preferida? Eu, quando tenho mesmo que usar (há alturas em que não é uma questão de opção) gosto dele em cetim ou seda, de preferência vermelho ou preto, num mais que óbvio convite à luxúria.

 

Que tal um festinha de pijama para aqueles de nós que tiverem companhia? Fica a dica!

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18
Nov15

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À luz da rubrica 'Crónicas de uma Desempregada', o post de hoje tem a ver com a minha área profissional, o marketing digital. Apesar de licenciada em comunicação empresarial, nos últimos tenho estado a exercer essencialmente funções de gestora de social media. Primeiro ao serviço de uma missão diplomática e depois ao serviço de uma apresentadora de televisão da SIC.

 

Como deves imaginar, estórias é o que não faltam àqueles que labutam neste meio. Hoje partilho uma delas, que, na minha opinião, deve ser referenciada como estudo de caso, quando se abordar estratégias de respostas bem conseguidas a uma crítica destrutiva nas redes sociais.

 

O texto que se segue, da autoria do site Dinheiro Vivo, é digno de ser partilhado entre nós marketeers e gestores de conteúdos, mas também contigo, já que, em última instância, acabamos todos por sermos consumidores, logo clientes de alguma Empadaria do Chefe da vida. 

 

Por altura da abertura de uma nova loja da Empadaria do Chefe no norte, uma cliente, de nome Bárbara Taborda, teceu publicamente no facebook este comentário:

"Bom dia, a minha experiência ontem na Empadaria do Chefe no Norteshopping foi simplesmente pavorosa. Depois de um atendimento terrível, onde as colaboradoras denotam uma falta de tato e conhecimento que é de bradar aos céus, eis que chega o meu menu. Escolhi o menu de sopa + empada + bebida. O creme de cenoura que me foi servido, estava horrível. Para além de frio, o creme – que de creme nada tinha… – sabia a água com cenoura. Sabor= ZERO!!! De longe a pior sopa que comi na vida. Decidi dar uma hipótese ao resto, a tão falada empada.. Escolhi a de Galinha Tradicional, que deveria ser, como o nome indica, algo que nos remete para a cozinha da nossa avó: quentinha, saborosa e que nos aconchega o estômago e a alma. O servido? Uma empada trivial, pouco saborosa e demasiado cara. Fiquei muito desiludida. O conceito prometia, o “selo” do chef prometia e o resultado foi muito negativo. A não voltar!"

 

Dias depois, a gerência responde à dita senhora (a quem os mais chegados devem tratar por Baby, aposto!) nestes termos:

"Cara Bárbara Taborda,
Em resposta ao seu comentário nesta página deixe-me primeiro, em nome de todos os que trabalham na Empadaria do Chef, pedir-lhe desculpa pela má refeição que teve connosco. Passou-se consigo, mas pelo trabalho que estamos a fazer todos os dias, dia e noite nos últimos dois meses, com a introdução de novos produtos que visam melhorar a nossa oferta, não se vai passar com mais ninguém. Ou se por qualquer falha humana, tudo não estiver perfeito (há esta mania das pessoas, mesmo as esforçadas, falharem de vez em quando) cá estaremos para dar a cara, tentar resolver e não deixar partir um cliente insatisfeito. Consigo não tivemos e parece que não vamos ter essa oportunidade.

Temos, sinceramente, pena. Espero que para bem de quem investiu neste negócio e de quem connosco trabalha, que os leitores destes textos me deem mais ouvidos a mim do que si. Tentarei entusiasmá-los para a nossa ementa. Tentarei convence-los de que não somos a porcaria que descreveu.

Temos pena, porque enquanto empresários que fazem a sua vida profissional neste país, esforçamo-nos por criar empresas que façam sentido às pessoas que nos procuram e por lhes oferecer boa comida e um serviço profissional e simpático. Esforçamo-nos também por dar perspetivas de vida e carreira interessantes às pessoas que trabalham connosco.

Se não entregarmos um bom produto não teremos êxito. Se a cada falha que existir, o erro nos for apontado em público, não como um alerta para melhorar, mas como uma sentença definitiva e alertando para uma calamidade pública para que todos se afastem de tão execrável restaurante que se enganou numa receita e pôs água a mais na sopa, não teremos também êxito.

Numa loja que abriu há poucos dias, que estreou uma série de novidades, os erros que não podem acontecer, e que são indesculpáveis, acontecem e mesmo nós, que estamos nesta profissão para atingir os mais altos níveis de rigor, os desculpamos. Sob pena de nos deprimirmos e deixarmos morrer o entusiasmo.

Aproveito para lhe falar de um antigamente, pré-facebook, em que, perante um erro num restaurante, o cliente se dirigia a uma das pessoas (físicas) e lhe comunicava o que estava mal. Essa pessoa poderia desculpar-se ao vivo e tentar uma solução. Trocar o prato, devolver o dinheiro, entregar um convite para uma nova refeição, explicar o que terá acontecido e pedir de novo desculpa. Se assim não o fizessem, isso seria indesculpável. Temos também uns papéis na loja para quem quiser escrever-nos e nós respondemos sempre. Temos um site em que a troca se mantem privada. E há, agora, esta forma de gritar aos sete ventos, à vista de muitos, lançando um alerta à comunidade contra determinado restaurante.

O seu "a não voltar" tem implícito um "a não ir". Porque é que alguém que não pensa em voltar a determinado sítio, o torna público? Porquê fazer com que ninguém venha comer aos nossos restaurantes? O que motiva alguém a escrever algo tão absolutamente destrutivo, por muito que pense nisto, não o consigo perceber.

Nunca o fiz e nunca o farei. Imagine que a Bárbara Taborda comete um erro no seu trabalho e que a forma que o seu chefe escolhe para lhe chamar a atenção é através do sistema de som do Estádio do Dragão no intervalo de um jogo, com a Bárbara no meio do campo. Seria uma novidade. Mas nem todas as novidades são boas. Prefiro o decoro, a gentileza, a amabilidade, a graça com que se faziam as coisas antigamente. Há dois ou três anos atrás.

E agora, escreverei umas linhas sobre o que para nós é muito importante. A nossa comida. As empadas, desenvolvidas pelo Chef José Avillez (aproveito para dizer que da parte dele não há uma única falha, as receitas são todas ótimas e tudo o que acontece de menos bom são questões de implementação que se resolvem e são da nossa responsabilidade) são feitas com uma massa quebrada fina, a maior parte delas e uma com uma massa folhada de 7 voltas, a de vitela, bacon e espinafres e que é servida com um molho de cogumelos, que fazemos todos os dias com cogumelos frescos. Tão frescos como os legumes que salteamos para um dos novos acompanhamentos (temos agora também tomate assado no forno com orégãos e um arroz de tomate malandrinho) e para as nossas sopas. A de cenoura tem como primeiro passo um estufado de alho francês, exatamente para que não fique sem sabor. Havendo um erro na água, lá está, vai-se o sabor. Temos também salgadinhos, croquetes, rissóis, bolinhos de bacalhau (no Sul "pastéis") e, ainda umas empadas de galinha pequenas a pedir messas às da minha avó. Se estão bons, melhores vão ficar. Todos os dias fazemos um pequeno acerto. Porque gosto muito, não poderia deixar de falar na nossa empada de cozido à fatia (leva hortelã, para um leve aroma fresco). A de galinha que comeu é a mais simples, mas permita-me que discorde, uma ótima empada, feita com o caldo onde se cozeu a galinha e bocados pequenos de chouriço como é costume no Alentejo. Temos uma de frango thai, uma de alheira e grelos com ovo estrelado por cima e uma de legumes e requeijão. As bebidas são as do H3, limonada e chás gelados. Temos vinho a copo. E temos a certeza que quem ler isto acreditará que não seremos uns miseráveis destituídos que se lançaram na aventura de servir sopas aguadas como modo de vida.

Se se deixou tentar por algumas destas coisas, diga-me. Tenho todo o gosto de a convidar para almoçar na Empadaria de Chef e maior gosto, ainda, de estar presente. Fisicamente."

Albano Homem de Melo, um dos fundadores e sócio do H3 e da Empadaria do Chef (juntamente com António Cunha Araújo e Miguel van Uden)

PS: Às pessoas que aqui trabalham e que dão o seu melhor (e que nos deixam muito contentes por o seu melhor ser tão bom e tão genuinamente orgulhosos de fazerem parte desta empreitada) e que ficaram profundamente tristes com o que leram, tenho estado a dar-lhes uma palavra de ânimo um a um e pessoalmente.
Estou cheio de trabalho. Peço-lhe que, se for possível, não me arranje mais ocupações. Digo-lhe isto com um franco e acolhedor sorriso. Acredite Bárbara. Se soubesse incluiria, agora, uma daquelas bolas com um sorriso.

 

É por estas e por outras que a área do marketing é o que é. Depois desta, volto à minha odisseia diária da busca por um emprego, agora com ânimo redobrado. Mas antes tiro o chapéu ao Albano, um mestre na arte de dar uma bofetada com luva de pelica. Ou será com empada de galinha?

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Como é segunda, o maldito dia de que falei há precisamente uma semana, nada melhor do que a visita de uma amiga para nos iluminar o dia e abençoar a semana. Especialmente se esta consigo traz boas novas, como é o meu caso.

 

Por muito que custe admitir, já todos estamos fartos de saber que depois dos 30 muita coisa muda. O post de hoje incide precisamente sobre uma dessas mudanças: os significados das expressões, isto é, aquilo que se dizia ou fazia antes e que agora assumem outra conotação.

 

1 - Tarde – Antes: entre as 03:00 e 04:00 da madrugada. Agora: qualquer hora depois das 23:00 da noite.

2 - Friends – Antes: aquela série de televisão sobre pessoas que pareciam tão tão tão velhas. Agora: uma série sobre pessoas mais novas do que eu.

3 - Protetor solar – Antes: protetor de fator 10 aplicado minutos depois de se chegar à praia e apenas nas zonas mais sensíveis. Agora: o protetor é o nosso melhor amigo, não só no verão, mas ao longo do ano. Na praia, besunta-se o corpo com fator 50 e repõe-se várias vezes ao longo do dia.

4 – Estar com os copos – Antes: beber demasiadas cervejas e bebidas brancas. Agora: beber dois copos de vinho branco com o estômago vazio.

5 - Jovens – Antes: aqueles miúdos que andam na escola secundária. Agora: literalmente todas as pessoas com vinte e poucos anos.

6 - Metabolismo – Antes: algo muito bom que permite comer e beber o que se quiser. Agora: uma maldição que faz com que a pizza e as pipocas vão diretamente para as nádegas.

7 - Rejeição – Antes: Algo que me deixava de rastos. Agora: que venha o próximo.

8 - Azia – Antes: aquilo de que se queixavam os seus pais. Agora: ai meu deus, não aguento mais..!

9 - Quando eu tinha a tua idade – Antes: aquilo que se dizia ironicamente. Agora: aquilo que se diz com absoluta sinceridade e melancolia.

10 - Apagar – Antes: o excesso de bebidas alcoólicas que levavam à perda de memórias de certas partes da noite anterior. Agora: estar demasiado exausto na cama às 20:00, ainda com a roupa do trabalho.

11 - Creme para rugas – Antes: aqueles produtos que a sua mãe comprava sem parar. Agora: conversa que tem com as suas amigas quando toma café.

12 - Olheiras – Antes: aquilo que fica por baixo dos olhos quando não dormia o suficiente. Agora: aquilo com que acorda todos os dias.

13 - Acordar cedo – Antes: acordar às 09:00 para ir para as aulas. Agora: acordar às 09:00 para chegar cedo ao mercado e levar os melhores vegetais e peixe fresco.

14 - Concerto – Antes: curtir a noite toda. Agora: eu só me quero sentar e apreciar um pouco de boa música.

15 - Divórcio – Antes: aquilo que acontecia aos seus pais ou pais dos seus amigos. Agora: aquilo que acontece com os seus amigos (e que provavelmente vai acontecer contigo. Se é que ainda não aconteceu).

 

Porque é segunda-feira. Porque faz um belíssimo dia. Porque o sol brilha. Porque estamos vivos. Porque merecemos. Porque sim!

 

Boa semana, companheira de armas!

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