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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!


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Ora viva!

 

A filial do Sapo na minha terra (leia-se sapo.cv) sugeriu-me – sim, o Ainda Solteira já atravessou o Atlântico, na verdade já deu a volta ao mundo, contando com leitores/seguidores na Indonésia, Biolorússia, Tailândia, Canadá, Japão, Israel, Finlândia e por aí fora  – que a "citasse" mais vezes nas minhas crónicas, não só como forma de prestigiar a marca que acolhe este blogue, mas também de promover o que de melhor se escreve pelas terras da morabeza. Em contrapartida, passará a estar mais atenta à linha de produção do Ainda Solteira, existindo a possibilidade vir a adquirir e/ou recomendar algumas peças da coleção AS Outono/Inverno 2017.

 

Feita a notificação das minhas últimas conquistas como blogger, passemos então ao tema deste post: a regra dos três simples para tomar decisões, que me chegou ao conhecimento pelos caracteres do referido site.

 

Não se pode negar que, para a maioria dos humanos, a tomada de decisão não é algo que se encare de ânimo leve. Quanto mais impactante ela for, mais difícil será tomá-la. Isto porque, mais do que correr riscos, toda escolha implica uma renúncia.

 

Estamos mentalmente programados para ganhar/agregar/acumular e nunca para perder, daí que a tendência seja querer ter (sempre) mais e melhor sem abrir mão do que já se tem. Na minha perspetiva, tal lógica aplica-se a relações, afetos, bens materiais, sucesso, carreira, etc., etc.

 

Pesar os prós e contras, apesar de uma boa estratégia, nem sempre chega para ficarmos confortáveis com a nossa resolução. Abro aqui um parêntesis para dizer que por tomada de decisão entende-se o processo cognitivo que resulta na seleção de uma opção entre várias alternativas.

 

É aqui que entra a regra 10-10-10. Inventada por Suzy Welch na obra 10-10-10: Hoje, Amanhã e Depois, este mandamento ajuda a ponderar cenários face a determinada questão, de modo a falicitar o processo de decisão. Para a efetivarmos, só temos que considerar o que aconteceria em 10 minutos, 10 meses e 10 anos. Ou seja, quais as implicações a curto, médio e longo prazo da nossa escolha.

 

Tomemos como exemplo uma vítima de violência doméstica que, por uma série de razões – medo, dependência financeira, filhos, vergonha, desinformação, amor doentio e sei lá mais o quê – não se decide a romper com o agressor. Vejamos então como esta regra poderá ajudar essa pessoa a decidir-se de uma vez por todas: em 10 minutos, o mais provável é que se sentisse aliviada por, finalmente, fazer algo para acabar com o seu martírio. Em 10 meses, deixaria de ter marcas físicas no corpo e ver desaparecer aos poucos o medo da agressão física. Em 10 anos, poderia ver os filhos a crescerem num ambiente sem violência, encontrar um novo companheiro, recuperar a autoconfiança, em suma, ter uma vida totalmente diferente.

 

O que importa aqui reter é que esta é apenas uma estratégia que nos incentiva a pensar nas diversas etapas das consequências de uma decisão, ao mesmo tempo que nos permite ter a noção de que o que, de momento, parece custoso, pode, mais para a frente, revelar-se o melhor para nós.

 

Claro que não é intenção deste ensinamento dizer-nos o que fazer, mas ao menos dá-nos elementos capazes de facilitar o processo de escolha. Ao termos noção das consequências, poderemos ter uma melhor visão do quanto estamos a perder por não fazermos nada para alterar uma situação que não está a contribuir para a nossa felicidade.

 

Tive uma chefe que me ensinou que mais vale uma má decisão do que decisão nenhuma. Mesmo que os efeitos fiquem aquém das nossas melhores expectativas, pelo menos fizemos algo.

 

Meu bem, se por acaso precisas tomar uma decisão importante, por favor, atenta-te a estas palavras: 
A inação corrói a alma. 
A impotência destrói o espírito. 
A vitimização mina a autoconfiança. 
Resignar significa desistir. 
Não lutar é o mesmo que abrir mão do direito a algo melhor. 
Não fazer nada é legitimar o que nos faz infeliz. 
Não decidir é morrer por dentro.

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5 comentários

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De Pedro Lopes a 30.10.2017 às 16:49

Pronto, já me decidi!

Vou mesmo convidar para um (reles e comum) café.

A menina tem disponibilidade na sua agenda para tomar um café casual no dia de amanhã?



10 min - Bebi um café a borla (e não é que ele até é bom de conversa e nem é feio de todo)

10 meses - Já nem te lembras.

10 Anos - "Que parva que eu era quando ainda andava na fase de ter vergonha de ir tomar café com pessoas"
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De LegoLuna a 30.10.2017 às 18:48

Convencida! Horas e local?
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De Pedro Lopes a 31.10.2017 às 13:07

Oh, não acredito que logo hoje é que vais aceitar!

Não tenho disponibilidade e não vou estar por lisboa até a próxima segunda feira :(
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De LegoLuna a 31.10.2017 às 14:57

Logo vi! O cibermundo fica de prova...
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De Pedro Lopes a 31.10.2017 às 15:31

ahhhhhhhhhhhhh.

Já me estou aqui a coçar todo!........

ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh

oh frustração, e eu não gosto nada de ser cortes ou falhar!

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