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Crónicas e confissões de uma rapariga gira e bem resolvida, na casa dos 30, que (ainda) não cumpriu o papel para a qual foi formatada: casar e procriar. Caso para cortar os pulsos ou dar graças? Talvez nem uma coisa nem outra!

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Ora viva!

 

No início do ano, aquando do post Entre sadomasoquismo, rendez-vous e sugar baby, fico-me pelo cuddling, fiz referência a um prática emergente nas terras do tio Sam: pagar para ter companhia. Faire l'attention que não escrevi pagar para ter sexo, mas sim para ter companhia. Ah pois, parece que esta tendência galgou o Atlântico – tal qual os bravos navegadores portugueses séculos idos – e deu o ar da sua graça em território luso.

 

De acordo com um artigo do Sol, esta moda que "começou nos Estados Unidos, pegou na China e já chegou a Portugal" é um negócio muito simples que consiste em trocar uma certa quantia de dinheiro por um certo período de tempo com um completo estranho, que, durante aqueles momentos, se torna um companheiro.

 

Por aqui, cabe à plataforma virtual Rental Girlfriends dar as cartas no ramo, ao ponto de poder gabar-se que da sua carteira de prestadoras de serviço contam várias venusianas, todas elas dispostas a ceder o seu tempo (e otras cositas mas, se assim desejarem) a favor de uma simpática quantia em euros.

 

De uma foma muito sucinta a coisa funciona assim: o cliente – consoante a sua vontade, o seu fundo de maneio, a disponibilidade da prestadora ou a conveniência da entidade patronal – aluga a pessoa por um x número de horas. Feito isso, espera-se que ele dê uns giros com a nova companhia por vários sítios, cabendo a esta vestir a pele de uma namorada comme il faut.

 

Caso a tua mente esteja para aí a magicar hipóteses e possibilidades, convém registares que os preços variam entre 60 e 80 euros por hora. Pelo menos é esta a informação que consta no referido site.

 

Ao contrário do cuddling, quiçá por os tugas serem mais travados que os americanos, o contacto físico é terminantemente proibido, estando prevista uma margem de tolerância de até alguns beijos 'extra'. Isso se a contratada se mostrar recetiva a tal, obvimente!

 

"Não é suposto haver contacto físico. Aqui não há sexo envolvido, está bem explícito nas nossas regras. Tanto que os encontros têm que ser marcados só para sítios públicos, não pode ser em hotéis, por exemplo, para segurança das meninas, embora se as meninas quiserem ter outro tipo de envolvimento isso já é da responsabilidade delas", garantiu um dos sócios deste negócio.

 

"Os nossos clientes 'compram' habitualmente estas namoradas para passeios, jantares fora e cinema. Queremos dar aos homens uma oportunidade de desfrutar dos benefícios de ter uma namorada sem todos os aborrecimentos. Assim são eles que decidem onde ir e o que fazer, quando querem sair e quando não querem. E tem vantagens em relação às acompanhantes de luxo, que costumam agir de forma linear, estática e transacional, o que faz com que os homens sintam que estão simplesmente a pagar por um encontro sexual. Alugar uma namorada faz um homem sentir como é querido, amado, cuidado e todos os mesmos sentimentos de ter uma namorada real", remata Pedro Santos em entrevista a um pasquim nacional cujo nome recuso-me a citar pelo simples facto de achar que não interessa a ninguém, nem mesmo ao CR7 (se é que me entendes).

 

Declaro encerrada esta sessão com a seguinte sentença: condenado estará todo e qualquer inupto (esta foi diretamente importada do dicionário, só para me armar em erudita) que ouse cobiçar semelhante serviço!

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Ora viva!

 

Depois de um fim de semana maravilhoso, pautado pelo meu batismo na arte do campismo, eis-me de volta ao teu convívio com esta crónica sobre os benefícios da solidão. É isso mesmo que acabaste de ler: estar só é bom, por mais que tudo o resto nos leve a pensar o contrário.

 

Invulgares são os que realmente desejam a sua própria companhia, é facto. Com muito orgulho, proclamo não pertencer a essa megaturma. Desde que me lembro por gente, apreciei a minha própria companhia, não obstante ser das pessoas mais populares e sociáveis que possas imaginar. Contraditório, não? Esta solteira aqui é assim mesmo, um poço de contradições.

 

Nesta fase da minha vida, à beira dos 40, o meu gosto pelo isolamento atingiu índices narcisitas. Gosto tanto de estar só, ao ponto de, por melhor seja a companhia alheia, passado um certo tempo só penso no momento em que voltarei a desfrutar de mim mesma. Eu sou a minha melhor companhia, essa é a verdade.

 

Entendes agora porque não há maneira de eu levantar a âncora do porto da solteirice onde estou atracada há anos e zarpar rumo à felicidade?

 

Sobre essa questão, o life coach Kali Roger é peremptório quando diz que estar só, nem que seja por breves instantes, é "a chave para encontrar o equilíbrio nas nossas vidas". Não desvalorizando a importância da vida social e dos afetos na sanidade humana, este especialista explica que estar sozinho não é o mesmo que estar só. Indo mais longe, ele assume que a solitude pode mesmo ser a solução para alguns dos problemas mais comuns nos tempos atuais, sobretudo os relacionados com sentimentos, autoconhecimento e autoaceitação.

 

No seu parecer estar só é preciso, até porque chega uma altura em que o nosso corpo começa a emitir sinais de alerta, que convêm não serem ignorados. O aborrecimento constante é um dos primeiros indícios de que é preciso desfrutar mais da própria presença, já que se trata de uma consequência da incapacidade de lidar com as próprias emoções. Outro sinal inequívoco é a falta de energia para levar a cabo qualquer outra atividade que não as rotineiras. Desinspiração, apatia cada vez mais intensa e incapacitante, ansiedade que cresce de dia para dia e tendência para desmarcar todos os planos e compromissos são outros sintomas de que é preciso parar, respirar fundo e dar atenção à própria mente, ficando a sós, numa espécie de retiro ou introspeção.

 

É justamente aqui que a meditação assume o papel de herói salvador da mente, em primeira instância, e da alma, por tabela. Por mais preenchido que costuma ser o teu dia, convém arranjares tempo para refletires sobre o sentido da vida, no que queres, no que te faz bem, no que contribui para a tua felicidade e por aí fora. Caso seja do teu interesse, posso emprestar-te a minha guru do bem, a quem devo uma boa parte do meu atual estado de graça.

 

Falando na primeira pessoa, posso garantir-te que estar só não é sinónimo de estar deprimido, triste, ilhado em casa a carpir mágoas e a ver a vida passar pela janela. Pelo contrário, pode ser o momento em que arrumas as ideias, dás uma agitada nos velhos hábitos, preparas uma bela refeição, degustas um vinho com V, ouves música de qualidade, lês um bom livro, pintas, dança-se, praticas exercício, escreves, autosatisfazes a tua libido ou apenas olhas para o nada e dás asas aos teus sonhos.

 

Resumindo e concluindo: estar só é um momento exclusivamente teu, a oportunidade perfeita para te desligares do mundo e te concentrares na pessoa mais importante da tua vida: TU! E com esta, volto ao aconchego da minha própria pessoa.

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12
Out17

Recordar é viver...

por LegoLuna

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Ora viva!

 

Depois de um almoço dançante na Associação Caboverdeana (acompanhado de uma bela cachupa e um bom Cabriz), seguido de uma deliciosa massagem à coluna, não me sinto em condições de espremer os neurónios para escrever algo mais alentado que estes dois parágrafos.

 

Por estar em dívida contigo, já que ontem não dei as caras por aqui, partilho esta imagem resgatada do bau de recordações do facebook. Ao deparar-me com ela não pude de todo evitar uma onda saudosista em relação ao meu aspeto de há quatro anos. Se ainda me restassem dúvidas em relação à decisão de deixar crescer o cabelo, estam foram completamente dissipadas esta manhã. 

 

Prometo que amanhã voltarei com uma crónica à altura do teu interesse. Até lá, deixo-te com aquele abraço amigo.

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10
Out17

Hora H

por LegoLuna

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Ora viva!

 

Só para te dizer que a moral da estória é simples: viajar é o melhor remédio!

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Ora viva!

 

Single mine, tu que andas por dentro das últimas novidades em matéria de cibersedução, o que me tens a dizer sobre sexting? E não me digas que não sabes do que estou pra aqui a falar, que eu sei que sim. Só não estás a ligar o nome à coisa! 

 

Sexting, que resulta da junção das palavras inglesas sex (sexo) e texting (trocar mensagens), mais não é do que a troca de mensagens íntimas, com texto e imagens. É aquela cena das mensagens marotas, fotos ousadas, selfies au nude e por aí fora.

 

Parece que esta moda – que não é nova, mas que agora começa a assumir um papel de destaque nas relações amorosas – está a conquistar gente de todas as idades. De acordo com um artigo da Visão, é usada para chamar a atenção, seduzir e alimentar o erotismo em ligações estáveis ou à distância. 

 

Quero escrever sobre o assunto, mas antes gostaria de te ouvir, de saber se és praticante, adepto ou simplesmente indiferente? Tens experiências (boas ou más) que queiras partilhar? Fico à espera do teu contributo, até lá uma semana picante!

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Ora viva!

 

Há exatamente um ano, escrevia eu sobre a carência de beijos gostosos nos dias que correm. Por considerar que este é um assunto sempre atual e tão caro, principalmente aos que estão no mercado, partilho contigo a versão reeditada do artigo Mais e melhores beijos, sff, pubicado no dia 6 de outubro de 2016.

 

Para mim, o beijo é um tema que nunca se esgota, mais não seja porque é-me deveras deleitante, para não dizer sublime. Não tenho qualquer problema em assumir que valorizo muito mais o beijo do que o que (geralmente) lhe costuma suceder. Quando se beija só por beijar, sem segundas ou terceiras intenções, aí sim é o êxtase total. Só lamento que tantas pessoas desconheçam ou subestimem a sua importância, em detrimento de um contacto físico mais íntimo (sexo).

 

Por considerar que nós as discípulas de Vénus somos merecedoras de mais e melhores beijos, esta crónica versa sobre três curiosidades inerentes a este ato:

 

1. Estatísticas apontam que 53 por cento das mulheres preferem beijar um homem que tenha a barba feita. Cá para mim isto justifica-se pelo facto de que uma pele lisinha ser muito mais afrodisíaca e apelativa ao toque. Para que não restem dúvidas, digo que a nossa posição em relação a pelos faciais é a mesma que a dos homens em relação à depilação na zona púbica. Capice?

 

2. Para além da boca, o sítio onde mais gostamos de ser beijadas é o pescoço. Eu pessoalmente adoro no canto da boca e na parte de dentro dos cotovelos. O curioso é que apenas 10 por cento dos homens gosta de sentir os lábios nessa parte do corpo. Eu cá sei onde gostam eles de sentir os lábios... tu também sabes, não te faças de desentendida!

 

3. As principais queixas femininas em relação aos beijos deles é por não variarem muito. Mais parecem autómatos, porque não dizer, robots. Já nem falo daqueles beijos ansiosos, fugazes e destituídos de qualquer carga de entusiasmo. Tão focados em chegar ao destino do que propriamente em apreciar a viagem, eles acabam por descurar este importante gesto de amor, afeto, atração e tesão. Rapazes, vejam a coisa desta forma: uma mulher bem beijada é mais do que caminho andado para uma boa performance sexual. Ainda há dias, aqui disse que uma mulher satisfeita, é adoravelmente generosa na hora de retribuir. Ai não?

 

Moral da estória: queremos beijos demorados, voluptuosos, apaixonados, húmidos. Essencialmente, sentidos. Onde e como for, o importante é que quem os dê seja criativo, ousado e empenhado.

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Ora viva!

 

"Amar é muita coisa, muita dela psicológica, e muita dela química", assim começa o artigo da Visão na qual me inspiro para escrever esta crónica, um merecido tributo a todos os corações solitários que, como eu, recusam-se a desistir de encontrar "aquele" amor.

 

Em relação a isso, várias pesquisas científicas têm vindo a tentar descodificar os mistérios do amor. Pleonasmos à parte, algumas conclusões já podem ser dadas como adquiridas, como é o caso destas para encontrar a verdadeira metade da laranja:

 

1. Procurar alguém parecido connosco

Inúmeros estudos sobre o tema atestam que existe uma maior probabilidade de virmos a ser compatíveis com quem tenha personalidade, gostos e aspirações semelhantes aos nossos. Pessoas com preocupações e modos de vida parecidos veem o mundo de forma semelhante, pelo que tendem a sentir-se mais compreendidos pelo outro. E assim cai por terra aquela máxima sobre os opostos...

 

2. Tentar parecer envergonhado

A ciência diz que um ar envergonhado atrai muito mais que um confiante. E esta, hein? Será por isto que não tenho sido bem sucedida nas minhas tentativas? TPC (Técnica Para Conquistar): aprender a parecer tímida.

 

3. Gesticular à vontade

No contacto com o outro devemos ser expressivos, sem receios nem pudor, diz um estudo fundamentado em encontros speed-dating feito este ano, e no qual tanto eles como elas demonstraram preferir quem tenha uma linguagem gestual mais expressiva.

 

4. Não recear trocar olhares

Independemente de ser alguém que conhecemos ou que nunca vimos antes, o importante é estabelecer um contacto visual verdadeiramente profundo. Isto porque, no parecer da ciência, ajuda a promover sentimentos de paixão, amor, proximidade e afeição.

 

5. Ser amigo do ambiente

Uma investigação recente descobriu que aqueles que primam por um estilo de vida amigo do ambiente são vistos como mais desejáveis para relações duradouras. Por oposição, quem procura um estilo de vida mais consumista tende a ser visto como alguém ideal para relações mais fugazes.

 

6. Fazer-se de díficil

Um ensaio datado de há três anos provou que a maioria dos homens tende a preferir as mulheres que se fazem de difíceis e desinteressadas e menos recetivas às suas abordagens. Onde é que já ouviste esta? Aqui e em todo o lado, meu bem.

 

7. Arranjar um cão

Para uma experiência social de 2014 não restam dúvidas de que o sexo feminino tem queda por donos de cães. Moral da estória: "ter um animal de estimação significa facilidade de compromisso a longo prazo e faz com que uma pessoa pareça mais relaxada, acessível e feliz".

 

Enlevada por estas tocantes estrofes do poeta-mor da língua portuguesa, despeço-me com um abraço amigo e votos de que o amor se faça brevemente presente na tua vida:

É ferida que dói, e não se sente; 
É um contentamento descontente; 
É dor que desatina sem doer. 


É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente; 
É nunca contentar-se e contente; 
É um cuidar que ganha em se perder; 

É querer estar preso por vontade; 
É servir a quem vence, o vencedor; 
É ter com quem nos mata, lealdade.

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Ora viva!

 

Início da semana, início do mês, início do outono...
Mudanças várias se avizinham no horizonte: os dias ensolarados a tempo inteiro começarão a minguar; o calor, as roupas leves, a humidade zero, o bronze, as sentadas na esplanada, os fins de tarde languidos, a boa disposição – que só muita vitamina D pode proporcionar – e tudo o mais que associamos ao verão daqui a umas semanitas não passarão de saudosas lembranças. Tirando um dia aqui e outro acolá, daqui a pouco, chuva, vestuário grosso, dias sombrios, ventos gelados e noites longas fazer se ão convidados do nosso quotidiano.

 

Início da semana, início do mês, início de uma nova estação do ano...
Já que fatais serão essas mudanças, queres uma ocasião melhor para uma injeção de life coach, como quem diz, uma chamada à razão no que toca a boas práticas existenciais? A esse respeito, o site Inc escreve que sete lições de vida devem ser assimiladas antes que seja tarde demais.

 

Porque eu acredito (piamente) que nunca é tarde para se aprender e que para melhor muda-se sempre, esta crónica nada mais é do que o meu olhar pessoal e transmissível sobre essas lições, que passo a citar:

 

1. Mais riscos, menos zona de conforto

A vida é demasiado curta para passá-la o tempo todo na nossa zona de conforto. Por mais que jogar pelo seguro seja bom (e tantas vezes, necessário), é fora dela que a magia acontece. Com isso quero dizer que arriscar, ousar, assumir riscos, ou seja, sair da zona de conforto, pode ser o impulso que te falta para uma vida melhor e mais realizada.

 

3. Mais saúde, menos desleixo 

Hábitos que cultivamos na juventudade vão, indubitavelmente, repercurtir-se na idosidade. Desse estigma, ninguém está imune. Tanto assim é que, para evitarmos ter que lidar com problemas de saúde mais sérios que os típicos da idade avançada, o melhor a fazer é investir desde já num estilo de vida consciente, isto é, saudável e sustentável.

 

3. Mais significado, menos frivolidade

A beleza da vida passa, essencialmente, pelas relações que estabelecemos com os outros e pelas memórias que sobre elas construímos. Por isso mesmo, devemos investir mais em pessoas e menos em coisas. Mais tempo para socializar e menos desculpa é a palavra de ordem.

 

4. Mais conteúdo, menos embalagem

Bens materiais não nos tornam mais felizes, a não ser que saibamos dar-lhe um rumo certeiro. Apesar de me assumir como uma materialista de primeira, tenho que reconhecer que conduzir um topo de gama, usar sapatos caríssimos ou seguir o último grito da moda não é, por si só, garantia de felicidade. Concordas comigo, não concordas?

 

5. Mais presença, menos ausência
Temos que arranjar tempo para os outros (amigos, amores e familiares), pois são eles que dão sentido e alento à nossa existência. Já que não sabemos quando os poderemos perder, devemos aproveitar ao máximo para desfrutar da sua companhia.

 

6. Mais vida, menos existência

A vida é uma dádiva divina, e talvez, por isso mesmo, tão frágil e fora do nosso controlo. Já que ela pode esfumar-se a qualquer instante, pois para morrer basta estar vivo, há que valorizar cada momento como se fosse o primeiro e o último.

 

7. Mais gratidão, menos cobrança

É possível que nunca cheguemos a ter a exata noção do quanto os nossos progenitores se sacrificaram por nós. Mas nem por isso devemos deixar de valorizá-los, agradecendo a benção que é poder tê-los nas nossas vidas. Liga aos teus pais e agradece. Agora!

 

Início da semana, início do mês, início do outono...
Despeço-me com esta afirmação de Pedro Santos Guerreiro, atual diretor do Expresso, retirada do artigo Cinquenta formas de deixar o seu amor: "Viver cada dia ingénuos como se fosse o primeiro e desprendido como de fosse o último!"

 

Boa semana, ótimo mês e uma excelente estação...

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Ora viva!

 

Excecionalmente, escrevo-te ao domingo. Isto porque, a meu ver, não faria sentido nenhum esperar até amanhã para partilhar contigo o que nos reservam os astros para este mês, o primeiro de outono. Como bem sabes, estas previsões energéticas são cedidas pela generosa e talentosa Isabel Soares dos Santos, a conselheira espiritual deste blogue. Preparada para saber o que aí vem? Não te faço esperar mais!

 

Depois de um período de férias e de relaxamento, outubro chega com uma energia quase estonteante. Durante este mês vais ser convidada a focar toda a tua energia nos teus objetivos e a não perdê-los de vista. O ideal mesmo será escolheres apenas um grande sonho que queres realizar até ao fim do ano e focares-te completamente nisso. 

Vais ter tendência a te desviares do caminho e a te sentires desgastada com tanta tensão energética, pelo que o melhor a fazer é te concentrares no que realmente desejas e não te distraíres nem por um momento. É possível que sejas chamada à atenção para estares mais presente nas tuas relações profissionais ou familiares, contudo, não te sintas obrigada a nada. Se aproveitares esta força energética de outubro para focares toda a tua atenção em algo que ambicionas ver resolvido rapidamente, vais ter muito sucesso. 

Às vezes temos que fazer escolhas, e se tivermos coragem suficiente para, por um mês que seja, ficarmos mais atentos aos nossos desejos mais profundos e não dispersarmos atenção com coisas superficiais, vamos ficar com uma enorme leveza de espírito e um sentimento de dever cumprido. 

Com o início do último trimestre de 2017 deves aproveitar para fazer uma avaliação do teu ano até aqui. O que correu bem? O que correu menos bem? O que podias ter feito melhor? Ainda vais muito a tempo de fazeres algo incrível e realmente impactante na tua vida! Quanto melhor te sentires enquanto pessoa, quanto mais realizada estiveres, mais a felicidade será uma constante na tua vida!

A cada dia cultiva pensamentos mais positivos sobre ti mesma. Quanto mais acreditares que és feliz, mais a tua vida se tornará numa experiência incrível! 

Eu estou preparada para um outubro incrível e espero que também tu venhas a ter um mês realmente transformador!

Abraço de Luz,
Isabel ❤️

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29
Set17

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Ora viva!

 

Esta crónica, assinada por Estefânia Barroso e publicada ontem no publico.pt, versa sobre a solteirice, mais concretamente sobre as cobranças a que o sexo feminino está sujeito à conta desta situação amorosa. A impressão que tenho é que este assunto não se esgota e, por mais que se lute por diginificar esta opção, a sociedade continua a insistir numa atitude fiscalista e implacável perante quem optou (ou não) por estar desemparelhado. Espreita só:

 

""Sim, continuo solteira!" — esta será uma das frases que mais utilizei ao longo dos anos. Nos encontros de família, nos reencontros de amigos que não se viam há muito e até nas conversas com pessoas que conheci há pouco tempo. Inevitavelmente, no decorrer destes momentos sociais, vinha a mesma pergunta mascarada de formas diferentes. Desde a forma mais directa "Então, ainda não casaste?", à forma mais discreta "Então, ainda não arranjaste tempo para uma pessoa nessa tua vida ocupada?", à forma mais galante (e ligeiramente patética) "Como é que uma miúda como tu continua sozinha?". E é verdade, contra tudo e contra todos, continuo solteira. Porquê? Vejamos…

 

Analisando a situação:

A primeira ideia que ocorre na mente das pessoas é que, se já és uma mulher feita (digamos, se passaste dos 30…e eu já passei há mais de uma década), só podes interpretar na sociedade um de dois papéis: ou és uma "tia solteirona" que não sai de casa, vive a sua vida através das histórias de amor que assiste na televisão, tem um gato com quem conversa e continua a sonhar com o amor da sua vida enquanto, noite atrás de noite, fica em casa com o seu chá quente e com os pés frios. Ou então, e se tiveres uma imagem, na tua forma de vestir e apresentar, que não se coadune com essa teoria da "tia solteirona", serás a segunda opção: a louca que faz festa todos os dias, que não tem namorado porque não acredita no amor, mas acredita, e bem, nos prazeres físicos, que adora comer e ainda mais beber e por isso tudo não é companhia aconselhável para as amigas casadas porque as poderá enlouquecer com os seus hábitos poucos recomendáveis! Quando muito, poderá ser companhia para as amigas divorciadas que, de algum modo, sofrem do mesmo estigma.

 

E é com estes rótulos que tens que viver, apenas porque escolheste viver a tua vida de uma forma diferente daquela que é socialmente aceite pela sociedade. Não lhes passa pela cabeça que podes não ser nem uma coisa, nem outra. De facto, não sou a tia solteirona que fica em casa a ver novelas. Mas também não sou a louca pintada na segunda opção. Apenas sou uma mulher que até ao momento decidiu não partilhar a sua vida com ninguém porque não encontrou ninguém com quem quisesse ou lhe fosse possível partilhar a sua vida. Serei assim tão diferente da maioria das pessoas? Ou apenas serei exigente demais? Assumo que, como já escrevi noutra crónica, acredito que existe uma alma gémea à nossa espera no mundo. Mas também referi que nem sempre a alma gémea vem no corpo ou nas circunstâncias certas. E só me faz sentido partilhar a minha vida com uma pessoa que eu considere ter sido colocada no mundo para se encontrar comigo, uma pessoa com quem partilhe uma energia especial, uma pessoa que me faça pensar que serei mais feliz estando com ela do que estando sozinha, uma pessoa que terá aparecido nas circunstâncias certas. No fundo, só me faz sentido partilhar a minha vida com aquela que identificaria como a minha alma gémea.

 

Não irei negar que pensei muito sobre o facto de ver passar os anos e sobre o facto de não encontrar uma pessoa com quem quisesse ou pudesse partilhar o meu mundo. Pensei sobre a questão do casamento, do viver junto, da urgência que a sociedade impõe em resolver essas questões a partir dos 25/30 anos. E, para falar verdade, passei, também, a procurar conhecer-me e analisar-me, procurando compreender-me e perceber por que raio não seguia o caminho socialmente aceite.

 

Foi aí que percebi que desde pequenos nos vendem a ideia de que a felicidade só vem a dois, em casal e, de preferência, com filhos. Compreendi que estamos habituados a viver no barulho e na confusão. Compreendi que "ser sozinho" é, por isto, visto de modo negativo. Compreendi que o silêncio assusta. Compreendi que criaram em nós a ideia de que precisamos estar sempre acompanhados. Mais! Criaram em nós a ideia de que não somos completos a não ser quando temos ao nosso lado um "mais que tudo". Por isso, quando segues um caminho diferente desse socialmente aceite, tens de ser rotulada. Ou és uma perigosa amante das festas e dos prazeres mundanos ou és uma triste tia relegada ao conforto do sofá. De qualquer maneira, não podes ser feliz. Porque a fórmula da felicidade está no casamento e nos filhos.

 

Nada mais errado, digo eu. Com o tempo percebi que só se encontra a paz e a harmonia, o silêncio, dentro de si próprio. Percebi que não se pode ter medo de estar sozinho. Estar com outra pessoa tem de ser uma escolha e não uma necessidade. Só assim poderemos ser uma boa companhia para o outro. Só assim poderemos dar o tempo que for necessário para encontrar a pessoa que se julga ser a certa… ou não a encontrar de todo e, ainda assim, ser feliz e completa.

 

Concluindo: só depois de gostarmos da nossa própria companhia é que "outro alguém" poderá, também ele, apreciá-la. Gosto da minha companhia. Gosto de estar no meu silêncio, como gosto de do barulho por estar com amigos, em família, ou numa qualquer festa ou celebração. Continuo a acreditar em almas gémeas. Continuo a acreditar no amor. E sei que apenas deixarei de ser solteira porque encontrei alguém com quem sinto vontade de partilhar os meus silêncios. E não porque a sociedade assim me impôs."

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